versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Psicoses e Psicodélicos

Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2004.

Tua imagem transfigura

Alucinação
Contorço os membros
Convulsão
Invento meu mundo
Delírio
Vultos e passos
Perseguição...
A verdade me escapa facilmente
meu amor é o que tenho de mais real,
vou experimentando a solidão
em todo seu mal,
até que se degenere, completamente,
meu Sistema Nervoso Central


Fellipe Knopp

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ex-canção de meia vida



O que pretendeis pois
bazófia ignota que se cumplicia?
Ruminar taciturno entre baratas depois
supondo tua cantiga esfarelada profecia
com tuas palavras não determina
a ordem do porvir
com tua bravata que rumina
entre o pus que lambes e o devir
Posto que nada produzes
nada tens a apresentar
senão essa balbúrdia que conduzes
e que a nada vais te levar
ao te cegar às luzes
de quem deveras tem muito a mostrar
do mofo que amassas teu bolo
o debulhas antes de assar
na intenção de ocultar o dolo
dos ratos com quem te deitar
servindo-se de rapina e lodo
entre o lixo e a sala de estar
te esgotas em lama por todo
com as patas à mesa do jantar
tua ferida a vazar
pela chaga que escorre da boca
de teus lábios e os quais foi beijar
aos vermes feito cachorra
da mixórdia teu pus destilar

FELLIPE KNOPP,
Ateu

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sementes de um vulcão estético

Fiz meu mundo surgir
onde não havia nada
Fiz meu brilho resplandecer 
das trevas que me foram dadas 
Fiz minha semente germinar
pisadura de terras em brasa
Fiz o jardim brotar
no cimento duro de casa
Fiz minha vida florescer
onde até água foi tirada
Amei minha própria carne
quando atenção me foi negada
Vi meu dente ranger
à própria ira sufocada
Bebi de meu próprio tutano
quando não havia mais nada
Quis-me reconhecer
quando à luz apagada
já não quando durmo
mas porque finda a madrugada.


FELLIPE KNOPP,
Ateu

domingo, 15 de janeiro de 2012

Penumbra da lua rubra



Sopro de abismo
pavão de falsa misericórdia
fosso de ossadura
cal e vento de discórdia
Sussurro vertigo
desalento revertido
augúrio de fio despido
teu pólo invertido
do ultimo cais ao precipício
reflexo encapsulado
subjeção oscular 
obedece à escoria e porque quer, 
logo, meu ente não é
se titila morso à penumbra de escombros
clave ferida sobre os ombros
que a madrugada destila teus assombros.




FELLIPE KNOPP,
Ateu

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dis'sensual

Sou um bacharel em comunicação social e poeta: fui preparado para pensar a linguagem em quase todos os seus principais aspectos - formais, ideológicos, estéticos... enquanto analista de comunicação me interessa entender as codificações dos discursos (formalização) e os efeitos ideológicos da circulação da mensagem mais do que o conteúdo narrativo. Enquanto poeta me interessa prostituir esse código pela retorção da forma de expressão gerada por uma sevícia perversa ao Significante, cometer adultério e fazer uma orgia de significados nos puteiros do sentido. 

FELLIPE KNOPP,
Ateu

sábado, 10 de dezembro de 2011

Caquígarfo



Caquígarfo


Não vivo de engolir vento

nem de inalar fumaça
que exala do meu cigarro
não me proponho a aturar pirraça
entre noites e cachaças
não estou aqui para mancar me arrastando lento
entre crianças à minha idade
em rasto imaginário de carro
de brinquedo camuflado
nem para erguer monumento
para lacaia de flatulento
que se arregaça a um só momento
ao comando de  dedo estalado
a perder seu próprio advento
entre porcos e fraudulências
pior qu'essa vil eminência
ingerir-se da própria excremência
é ter desperdiçado meu tempo
e com este minha paciência.
Há muito se foi nossa adolescência!
Mesmo lá já mostrava boa diligência
Tenha um mínimo  de decência
se for esperar demais um pouco de inteligência
Não lhe terei mais anuência.
FELLIPE KNOPP,
Ateu






Sobre amor e transcendência


Autor: FELLIPE KNOPP

Quando duas pessoas se encontram em momentos importantes da vida, após um longo período de travessia do deserto, despertam em si, têm uma tendência de ascender o espírito a um plano de elevação em que prenúncios de uma perfeição vindoura fazem-se sentir, um desnorteamento que se presencia através de uma realização simples, mas plena, pura e tênue, num estado em que a alma despende toda sua força na suspensão desse momento sublime, pelo que encontra completude, independente de todas as lacunas e complicações que se dispõem ao em torno da figura-de-transcendência, da pessoa amada. É um momento em que as almas sentem-se livremente arrebatadas, num magnetismo estranho que empreende sua energia em fundi-las completamente – uma vontade não de estar com o outro, mas de ser o outro e de se perceber como si mesmo vendo o outro e sendo o outro, sem deixar de ser si próprio.





 Nesse instante a alma encontra conforto requietante e prazer álacre diante de olhares entrecruzados, augures, por quais, a providência do destino possibilitara uma excitação inefável, que obtém saciedade no semblante terno e incandescido do outro, a quem se destina o desejo etéreo por perfeição.Tal experiência é sucedida por um instante de pura abstinência e solidão no espírito, momento em que o silencio é imperioso, na ambivalência da alma – ela então se encontra em seu momento de maior força e fragilidade, ocasião de maior expectativa e despreparo – há uma tendência à transcender  a experiência ao estágio de perfeição do espírito, e há  o medo de que por algum motivo tudo se ponha a perder.Como a experiência, no interior da alma, encontra momentaneamente um sentimento de satisfação quase plena, o movimento sensível em direção ao outro é desmobilizado, adiado, ficando o amor alojado num refúgio onde é aquecido e alimentado, no interior da alma, em puro pulsionamento e latência.





  A figura de amor, a pessoa do outro, é tomada como ícone – marco dessa nova fase, desse novo amanhecer cujas vicissitudes se dão a perceber nos mais ínfimos ruídos do ciscar dos pássaros, nos tímidos feixes de luz que perseveram em transpassar as cortinas de folhas verdejantes, por onde caem as gotículas condensadas do orvalho.A pessoa do outro é identificada como uma doce recompensa da vida, após tanto desespero e sofrimento, quando da árdua e fustigante travessia do deserto – a pessoa amada é tomada como as terras do paraíso, sua boca é um manancial, de onde escorre mel e água doce a saciarem todas as ânsias, a aliviar toda carga de dor e cansaço.





FELLIPE  KNOPP
/poesia-artigos/sobre-amor-e-transcendencia-5406106.html

Perfil do Autor

Filho (natural) de William Knopp e Glória da Costa Knopp, e nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 17 de Junho de 1983, o autor pode ser considerado um jovem intelectual de alta produtividade. Graduado em Comunicação social (Jor.), dedica-se à reflexão teórica nas diversas modalidades que compõem a heterogeneidade de sua área de interesse. Tem uma estreita aproximação com os temas e autores que discutem a vida social contemporanea, como Guy Debord, Baudrillard, Adorno, Horkheimer, Lyotard, e também psicanálise estrutural à partir de Lacan. Knopp dedica-se também à  Poesia desde a infância (10 ou 11 anos), o que lhe confere uma produção significativa, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo (mormente),  logra estabelecer uma concepção estética própria, mas como resultado de um amadurecimento inetelectual conquanto investido ao fazer poético. Produziu também alguns vídeos sobre questões atuais, como hiperrealidade, simulação, fetichismo, representação e ética, ponto de apoio fundamental às suas exegeses e análises críticas. Fellipe Knopp autoafirma-se um cético-libertário e defende o juízo de que o conhecimento não se restringe fronteiras profissionais ou "ideologistas", nem pode ser cercado de modo nominalista : "Ciência é Razão aplicada, o que se estuda são relações! O que se difere fundamentalmente são os modos de tratamento!", atesta. O autor declara-se heterossexual e ateu.


email(s) do autor: knoppfk@gmail.com; mr.knopp@gmail.com ; knopp.fk@hotmail.com



 

sábado, 20 de agosto de 2011

domingo, 7 de agosto de 2011

Arestas do ofício verbal


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Arestas do ofício verbal

Não se aproxime
nem se intrometa
com teu chilique sorrateiro
aqui não é lugar para que vosso rabo sujo se valorize
cadelas marionetas
animadoras de despedida de solteiros
tomando em todos os orifícios
além da buceta
jorrando tuas gonorréias
por todas as canaletas
messalinas fascinadas
não ruminem seus palpites
do vosso núcleo de putricina
das porcas e seus fetiches
nada tinham que ver com minha vida
qualquer chilique vindo de vós é demais
vira-latas que saem de madrugada
escorrendo na hora da saída
para atender as farras dos primos
do clubinho de vadios dos pais
de cana e carteado
e apostas obtusas
de lembrança da festinha
do salto o pé descalço
cada "primo" arranca um pedaço
das blusas das cadelinhas
deixam a calcinha...
e os pais degenerados
das quengas e dos salafrários
financiam moralmente seus atos
e as cadelinhas descontentes
depois de dar pra uma comitiva
com o prazer de seu ofício
em cada trepada dada
duas ou três picas por orifício
entre vadias oficiais e suplentes
que em favor dos seus delinquentes
pra quem se rasgam ardentemente
se metem na vida da gente
capachas hiperativas
que depois de serem pisadas
entre cuspes e risadas
tentam armar ciladas
com suas carências afetivas
à honra de homens decentes
e os pais de tais cadelas
mais comidas que mortadelas
incentivam desvairados
o aviltamento do sujeito ao lado
depois fogem feito ratos
fingindo-se de inocentes
Não sou da laia de vocês!
Que trocam as pernas pelo rabo,
que se chamam de trabalho,
em meio a embriaguez.
Vacas e porcos tapados
não sou vosso empregado
nem vosso garoto de recado
pra me envolverem em seu babado
que escorre por vosso rabo.
Se têm carência afetiva
demandem a quem lhes enfia o nabo.
Não sou babá de vadios
tudo eu avalio
pra ratos eu não alivio
caprichos de vacas eu não auxilio.
Não sou garoto de recado
nem de ego-masturbação
Sou um cara graduado
com honras fui laureado
por mérito condecorado
em minha formação
Com tantos dez
que não haveriam dedos
para contar com as mãos.
A vaidade de suas putas é no salão.
Fodam-se vossas carências
não satisfeitas na indecência
ao se darem sem resistência
à ordem do cafetão.
Não me venham com meliências
de chilique não tenho incumbência
conheço minha competência
e o valor de minha paciência
não sou irmão de vadia
nem teu pai meu patrão
Se fostes gozar com porcos
abrindo todos os poros
contentasse-se ao seu galardão:
quem é montada por pangaré
desconhece quem doma alazão.
Agora vá pros seus vícios
entre peidos e suspiros
entre ratos e vadios
aceitar-se como você puder:
concubinas escarradas
entre picas e gozadas
com arrotos no meio da cara
a vida como ela é
deverem a quem não conhecem
e se deflorarem à mané
lambendo virilha e cheirando chulé
entre malandros e "primos"
entornando seu caldo
e os pais bebendo seu mér.
Que se fodam seus dilemas
não me envolvesse em vossos problemas
pois não pagas minhas contas
e nem és minha mulher.
Dê o seu rabo como quiser,
mas terás de acertar as coisas
mesmo se não puder.

FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Anjo de barro

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Anjo de barro

Em memória de Edivan Nunes, um caro colega


Levantamos distantes
perplexos pela surpresa daquele instante
notícia inesperada
lamúria contida
mas raiva exacerbada


Deixou de ser
quem nos era caro
votamo-lo companheirismo
num mundo de afeto raro


Quanto mesmo sem perto estar
a quem se chama  e se põe a respeitar
aquele a  quem não vemos mas respeitamos
e respeitando aprendemos gostar


Caíste nos abismos
traiçoeiros da vida
Quantas ciladas
não antecipam partidas?


Nosso falanjo de preto
e seu escalpe verbal
deixou-se de um modo tão natural
tanto segredo sem nenhum credo.


Um aceno já saudoso
de sua memória que insiste
a emoção que resiste
mesmo em se estar triste

FELLIPE KNOPP

Uma anjo sem deus



em memória do caro EDIVAN NUNES


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ipsis mortem

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Ipsis mortem

A cada vez que uma sociedade, e seu governo, 
tenta fazer psicologismo do contra uma criança, filha de alguém, morre (ipsis litteris).


A cada vez que uma sociedade e seu governo 
tenta fazer psicologismo do contra uma criança filha de alguém morre 
(ipsis litteris).


A cada morte um gol contra: ipsis litteris
gol contra de letra da sociedade


mortex litteris


A cada gol uma criança,
mortem
ipsis litteris
a cada litteris
ipsis mortem


gol de criança
contra


gol contra
sociedade psico
mortem


mortex litteris


Goooooooool


FELLIPE KNOPP

domingo, 3 de julho de 2011

Galhofa, galeto, e gafanhotos


terça-feira, 21 de junho de 2011

Galhofa, galeto, e gafanhotos

Não me confunda com tuas presunções
com as porras de teus cafetões
vagabundas de beira de praia
não integro à tua corja
nem me incluo em tua laia
de chagas na fenda
lazarentas lacaias
feriado clichê em cabo frio
e teus vadios metidos a brabos
com o cabo mole no teu rabo
poucas mazelas saem quando se escarra
segura a barra
não me usurpeis para conseguir
o que não alcanceis na farra
da qual não vos canseis
penseis vós que eu não sei?
Não aturo de graça desaforo
de nenhuma cretina de porco
no meu quintal ratazana não caga
pois agora paga!
choldra de rato e de vaca!

FELLIPE KNOPP

http://vocaroo.com/?media=vTx4Vx0ozjRP473Zg (audio)

Gueto do rato


sexta-feira, 10 de junho de 2011


Gueto do rato

Rio de rato malandro
da balbúrdia e seu antro
sirigaita em cava espanto
cada cifra em cada quanto

Rio de água podre
rompe o pus de teu odre
tua horda vil e torpe
lambe cria o que escorre do coldre

Rio a cada pilantro
tuas pilas de malandro
sua pira arreganhando
Rio rio enquanto ando

Rio da palhaçada
de sem graça sua bravata
de cambada em cambada
tua rama e tua cachaça

Rio de aguardente
boca mole e podres dentes
bunda suja de demente
de porco devedor a delinquente 
Rio de tua gente
tuas pestes de ratos doentes
tuas dívidas de indolentes
tuas putas insolentes
o ego retardado de sua ilha
no rabo de tuas mulher e filhas
(Rio, não rio)
não paga o que consome
e ainda caga no prato que come
e come
e some
se distrai
subtrai 
não soma 
coma
Toma!
Não estou feito tua atoa 
No ânus de tua patroa
e ti seu moribundo
Não recebo ordem de vagabundo
de cérebro aleijão e raciocínio coxo
vermes sem caráter e de rabo frouxo

FELLIPE KNOPP



domingo, 29 de maio de 2011

Desfarsar

quinta-feira, 26 de maio de 2011
Vê-me não sabe a quem
não sabe bem o que vem
vê o que não sabe se bem
às trocas perdidas medida de alguém


Não cobro o que não me foi tirado
recobra-te a ti mesma o que lhe foi mostrado
mostra de ti ao que lhe apresentado
mostra-se a si só mesmo recobrado


Não vejo-a mais do que a mais ninguém
de tudo nada que nos vale o preço
mal não me deste ou me fizeste bem
nada lhe cobro e nada lhe ofereço
não perder nem ganhar mais do que mereço

FELLIPE KNOPP

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aduberância

Ao falso luxo de tua torpe era
furta-cor o brilho opaco não pondera
lúgubre momento não assim quisera
outrossim se faz se como pois pudera


Ao excremento a erva insistir brotar
entre vermes inermes a chacalizar
faz-se ver vis dádivas podre ameba a dar
dívidas insolentes quem não presta a honrar


À malquista boca tua língua faz
tua íngua suja à tua boca apraz
apraz sujo o verme têmpora fugaz
ao copro de tua boca cujo verme jaz


Tem-se já o augúrio caucitrante flor
de imundícia pétela murcha ao ardor
corismando areia sem largar torpor
jaz junto ao adubo sobre qual brotou


O adubo à carne de tua carne recobrou
corpo inerme e fétido que se deplorou
se deflora ao copro em ti desabrochou
o verme deplorável que te deflorou


Repõe-se agora à terra sua vingança sagaz
cuja saga ímpeta o corpo se desfaz
o odor do copro à teu corpo mordaz
o adubo de teu copro onde o verme se refaz
Onde se refaz teu copro junto aos vermes teu corpo jaz
ao corpo da terra cujo copro lhe apraz
Copro, verme e teu corpo adubando o que é fugaz

FELLIPE KNOP

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Poema para qualquer coisa

Regurgito a ânsia famígera
a cada imagem delimito
ignolência da poeira mísera
desaforar-se tal maneira em cada passagem


Da lama muita ao muito pouco cada fiasco
a dose do veneno em cada frasco
circula o impulso à tua alma o pífio
dá má conduta a despender-se em vício
a cada um presto a cuspir meu asco
à calma de meu semblante nem sempre sereno.

FELLIPE KNOPP

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cal rarefeito


Traz-se no violão ao bojo
aos auspícios do desgosto
ar esquélito sem despojo
subsume-se em desditoso posto

Ar rarefeito
calefeito e despautério
de teu corpo em adultério
sem demais efeito
infletir-se estar perfeito
meu coração que todo cautério

cáustico violento
estendendo o momento
borbulhos em fantasia
corporífica ironia
vapor de lamento

o odor se mantinha
além de assombros e ladainhas
turbilhão que se continha
em fulgor de sentimento
pulsão em monumento

acenos consentidos
do oasis pretendido
no areal do suor perdido
absurdo em construção

obraria das esquisitícies contrastantes
perspectiva planométrica do caos

FELLIPE KNOPP