Registro: 263.279 Livro: 471 Folha:439
27-06-00
PROGRESSO NA MADRUGADA
"Chora" garoto, "chora"
"Chora" de tristeza e dor.
Não sabe o que vai ser de si
Não sabe o que deve fazer
Está perdido agora
Não tem a quem recorrer
Não tem com quem contar
"Agora é só você"
É "garoto", agora é "só você".
Tem de traçar o seu destino
Seguir um rumo na vida
Tem de ser forte agora
Sábio e maduro
É hora de se encontrar
É hora de decidir.
Lágrimas salgadas
Escorrem dos teus olhos
Contornam teu rosto
Descascando a própria pele
Saliva amarga na boca
O horror da "tragédia" te fere
Te fere e te tomba
Parece que vai te matar
Parece querer tua vida
Mas o que quer então,
não o pode tirar.
Agora você enfrenta o medo
O terror e as mazelas
Angústia e tormento
Miséria e sarcasmo.
Você está fraco, acabou sua comida
Pede ajuda quase prostrado
Mas parece não haver ninguém
Você clama aos seus semelhantes
Mas parecem ser tão diferentes
Você chama a seus próximos
Mas já parecem estar distantes.
Ar frio que vem do norte
Denso e arrasador
É a escuridão dos "últimos" dias
E um botão aflorou.
“Chora” garoto, “chora”
Teus amigos não estão mais aqui
“Chora” garoto, “chora”
Até o dia em que possa sorrir
“Chora” garoto, “chora”
Destruição é tudo o que vê
“Chora” garoto, “chora”
Isso é tudo o que pode fazer (?)
FELLIPE KNOPP
27-06-00
PROGRESSO NA MADRUGADA
"Chora" garoto, "chora"
"Chora" de tristeza e dor.
Não sabe o que vai ser de si
Não sabe o que deve fazer
Está perdido agora
Não tem a quem recorrer
Não tem com quem contar
"Agora é só você"
É "garoto", agora é "só você".
Tem de traçar o seu destino
Seguir um rumo na vida
Tem de ser forte agora
Sábio e maduro
É hora de se encontrar
É hora de decidir.
Lágrimas salgadas
Escorrem dos teus olhos
Contornam teu rosto
Descascando a própria pele
Saliva amarga na boca
O horror da "tragédia" te fere
Te fere e te tomba
Parece que vai te matar
Parece querer tua vida
Mas o que quer então,
não o pode tirar.
Agora você enfrenta o medo
O terror e as mazelas
Angústia e tormento
Miséria e sarcasmo.
Você está fraco, acabou sua comida
Pede ajuda quase prostrado
Mas parece não haver ninguém
Você clama aos seus semelhantes
Mas parecem ser tão diferentes
Você chama a seus próximos
Mas já parecem estar distantes.
Ar frio que vem do norte
Denso e arrasador
É a escuridão dos "últimos" dias
E um botão aflorou.
“Chora” garoto, “chora”
Teus amigos não estão mais aqui
“Chora” garoto, “chora”
Até o dia em que possa sorrir
“Chora” garoto, “chora”
Destruição é tudo o que vê
“Chora” garoto, “chora”
Isso é tudo o que pode fazer (?)
FELLIPE KNOPP
Fiz este poeminha quando acabara de completar 17 anos de idade (antecipando-me a possíveis questioamentos, afirmo que todas as datas prescritas são autênticas), numa fase muito "conturbada" da minha vida. Momentos mui difíceis! (e por mais que haja pessoas à volta e até mesmo próximas, se está só na Angústia, qualquer que seja a causa!). É pertinente apresentá-lo à quem possa interessar.
(Há muito, já "passado" e "cumprido")
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