20-06-2009
Sintaxe da catatonia
no vão dos olhos
vão
todos os olhares
decupados por arestas luzernas
qual espelho
imagens fluidas em furta-cor [opaca
a órbita do caos
pétalas de carne em copa de magmas
brasas de tormenta
uma catatonia cenrtípeta
o assovio do siêncio
nas tímidas canaletas
suando levigante: decompõe-se
fios de pulsão
circuito indefinido
flechas encandescentes em movimentos circulares
regulando o efêmero
a intermitência das certezas
congratulando o luto do dia-a-dia
acenos turvos ao morador ausente
casa de constelações frígidas
sangue betuminoso em meia-luz
meia-sola
meia-noite
arestas do infinito
[necrotério das emoções
empuxo das aflições
das cinzas do corpo jaz o teu pão !
suave adeus
feito vento da alta madrugada
A FOME DESTRUTIVA DOS INSTANTES !
FELLIPE KNOPP
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