versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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domingo, 16 de agosto de 2009

Foneplastisintaxe: escalafobia e desagradação (?)

Pouco a pouco fui criando um percurso dentro da evolução da história poético-literária, a partir da perspectiva romântica (e neo-romântica), que meus poemas hoje chegaram ao chamado "pós-modernismo". O que venho percebendo, "naturalmente", é a redução de minhas construções a uma experiência com a materialidade linguística cujo efeito estético mais evidente é eminentemente fonemático, a plástica tem se reduzido a essas nuances que privilegiam consequentemente o aspecto fonético a partir do imbricamento e fusão, arbitrária até, dessas partículas: mas quero ainda ver qual será a conseqüência máxima dessas operações em minha poesia, a tal ponto que busco reduzi-la a uma experiência (meio "esquizofrência") das materialidades puras em jogos de aposições significantes, com critérios propriamente fonéticos, obviamente, pois do contrário, recairia na perspectiva de uma "poesia visual" a que o concretismo já postulou e talvez tenha haurido. Quero ver de que maneira a sintaxe poética se evidenciará a partir dessas minhas construções, obliterando quase totalmente os padrões morfológicos (o que também não é novidade), como inerente da função de eterno retorno com a recepção - que sentido desconfortável será susceptível brotar nessa relação em que a sintaxe não comparecerá como imanente, mas como reflexão? é o que pretendo descobrir em minha poesia.
FELLIPE KNOPP

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