Quando as lavas arrancadas à mão
torrenciam o manancial insípido
à elipse da agonia estelar
sidera-se um sustenido pendular
taciturnas noites
de folhas de pedra
o eixo vazio da explosão
revela o magma
à sombra do já não é apenas
uma galáxia violentada
de ermo excedente
que se estende aos confins da infinitude no grau um
arcabouço de cosmorradiotividade
fissão insolene dos presságios em megatons
estrelas derretidas em pratos nús
forjadas em veias de fúria
se alcova ora não
o clangor lamentável
colisão poligonal
patas fendidas e escárnio
a imundar o inestimável;
orbitar em si
aplacar a agonia da calma
nas distâncias à volta
reside agora
um buraco-negro na Alma

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