sexta-feira, 10 de junho de 2011
Gueto do rato
Rio de rato malandro
da balbúrdia e seu antro
sirigaita em cava espanto
cada cifra em cada quanto
Rio de água podre
rompe o pus de teu odre
tua horda vil e torpe
lambe cria o que escorre do coldre
Rio a cada pilantro
tuas pilas de malandro
sua pira arreganhando
Rio rio enquanto ando
Rio da palhaçada
de sem graça sua bravata
de cambada em cambada
tua rama e tua cachaça
Rio de aguardente
boca mole e podres dentes
bunda suja de demente
de porco devedor a delinquente
Rio de tua gente
tuas pestes de ratos doentes
tuas dívidas de indolentes
tuas putas insolentes
o ego retardado de sua ilha
no rabo de tuas mulher e filhas
(Rio, não rio)
não paga o que consome
e ainda caga no prato que come
e come
e some
se distrai
subtrai
não soma
coma
Toma!
Não estou feito tua atoa
No ânus de tua patroa
e ti seu moribundo
Não recebo ordem de vagabundo
de cérebro aleijão e raciocínio coxo
vermes sem caráter e de rabo frouxo
FELLIPE KNOPP
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