versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sementes de um vulcão estético

Fiz meu mundo surgir
onde não havia nada
Fiz meu brilho resplandecer 
das trevas que me foram dadas 
Fiz minha semente germinar
pisadura de terras em brasa
Fiz o jardim brotar
no cimento duro de casa
Fiz minha vida florescer
onde até água foi tirada
Amei minha própria carne
quando atenção me foi negada
Vi meu dente ranger
à própria ira sufocada
Bebi de meu próprio tutano
quando não havia mais nada
Quis-me reconhecer
quando à luz apagada
já não quando durmo
mas porque finda a madrugada.


FELLIPE KNOPP,
Ateu

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