Rasga o tempo derretido
à escuridão do feixe
que a solidão não medra
como a tantos
se dobra
cospe o beijo que se alvora seco enquanto
pulula errante em cada canto
amputa a mão
de quem pagando peixe lhe deu cobra
e quem devendo pão
lhe pôs pedra
no caminho aturdido
à escuridão do feixe
que a solidão não medra
como a tantos
se dobra
cospe o beijo que se alvora seco enquanto
pulula errante em cada canto
amputa a mão
de quem pagando peixe lhe deu cobra
e quem devendo pão
lhe pôs pedra
no caminho aturdido
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