versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Registro: 286.540 Livro:488 Folha:200 [FBN/EDA]


27-05-2003


Quando uma coincidência ocorre estranhamos,
quando esse mesmo estranhamento se repete ficamos atentos




CHAMAS DO PURGATÓRIO*
(fase religiosa)


Gritos e chamas de vela
advindos do purgatório,
do inferno no consultório,
que coisa é aquela?

Chamas e gritos, da vela,
de dentro do consultório,
de fato o diabo existe,
foi criado em laboratório.

Habita zonas abissais,
no fogo que consome,
em tudo querido além mais,
nas frases, nos nomes.

Em ofensas, em mentiras,
em lágrimas de agonia,
em elementos que permeiam
nossa vã filosofia.

Adentrando zonas escuras
do querer além mais,
deram sopro à escultura,
deram vida à satanás.

Deram velas, deram gritos,
deram todos os elementos.
Deram à luz as trevas, um algo,
constituído por pensamentos.

Fica o mesmo espreitando,
tentando minar a calma,
esgotando a resistência,
tentando comprar minh’alma.

Ao inferno desceu,
no lugar onde fora forjado.
Tentaram criar a deus
e acabaram criando o Diabo.

http://vocaroo.com/?media=vCfqB6RMAXTMepFqu
FELLIPE KNOPP,
O Ateu
___________________
* A respeito da proposição atribuída a Voltaire: "se deus não existe, precisamos inventá-lo"
(A data corresponde autenticamente à produção do poema disposto acima)

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