
Se vais partir
não posso impedir
não o faria ainda que pudesse
não deveria ainda que quisesse.
Rasga-se o véu da noite
sempre que a lua desce
Brota a luz do solo
pois que a aurora se reconhece
dos raios que queimam a pele
e ao rosto interpele
quando o Sol amanhece.
Devaneios da madrugada além do alvorecer
pendor das emoções vitrificadas derramando-se em você
vitrificadas em moldes polidos a que se pode ver
vendo e se queimando em seu cautério e sem por quê
Arde a couraça de pedra
se talvez sentir sim
à tua dispensa medra
a dispensar teu cuidado assim
vi-me tanto em você
quanto podes ver em mim
Mais um segundo
mais um cuidado
mais uma saudade
Mais um cigarro
um pigarro
uma conversa
uma controversa
Mais um signo pra que se arrependa da ilusão
que nunca se engana!
que nunca se engana!
À fantasia a encarnar-se naquela semana
FELLIPE KNOPP
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