versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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domingo, 3 de abril de 2011

Voceferar


Quem você 
meu crepúsculo a sombrar
foges do fim
aos auspícios em escutar
mesmo ruim
sem motivo parece zombar
vem a mim

Nos mesmos becos do poeta
profanando a cansoneta
às tábuas de verso raso
pintado à caneta
o capuz ao teu arraso
ao que não cometa
sofreguidão de luxúria 
[jaz com elegância
minha punheta

Elegia e elegância
baila de infância
revivida no coração
beligerância
em suave defloração
com incumbência?
Já que rima se estende agora
tua tendência
elegia arqu'elegância
minha elegência

Esmigalho em brasa o peito
toda veemência
alquebrar-se teu som ao leito
sem ter clemência
cotejar tua pele em lava
sal e ardência
o meu corpo a teu corpo escava
com virulência

Se conhece dos bramidos sinuosos
par a par o que se quis
versejando em desejos ditosos
quem você não me diz

FELLIPE KNOPP

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