Quem você
meu crepúsculo a sombrar
foges do fim
aos auspícios em escutar
mesmo ruim
sem motivo parece zombar
vem a mim
Nos mesmos becos do poeta
profanando a cansoneta
às tábuas de verso raso
pintado à caneta
o capuz ao teu arraso
ao que não cometa
sofreguidão de luxúria
[jaz com elegância
minha punheta
Elegia e elegância
baila de infância
revivida no coração
beligerância
em suave defloração
com incumbência?
Já que rima se estende agora
tua tendência
elegia arqu'elegância
minha elegência
Esmigalho em brasa o peito
toda veemência
alquebrar-se teu som ao leito
sem ter clemência
cotejar tua pele em lava
sal e ardência
o meu corpo a teu corpo escava
com virulência
Se conhece dos bramidos sinuosos
par a par o que se quis
versejando em desejos ditosos
quem você não me diz
FELLIPE KNOPP

Nenhum comentário:
Postar um comentário