quarta-feira, 13 de julho de 2011
Anjo de barro
Em memória de Edivan Nunes, um caro colega
Levantamos distantes
perplexos pela surpresa daquele instante
notícia inesperada
lamúria contida
mas raiva exacerbada
Deixou de ser
quem nos era caro
votamo-lo companheirismo
num mundo de afeto raro
Quanto mesmo sem perto estar
a quem se chama e se põe a respeitar
aquele a quem não vemos mas respeitamos
e respeitando aprendemos gostar
Caíste nos abismos
traiçoeiros da vida
Quantas ciladas
não antecipam partidas?
Nosso falanjo de preto
e seu escalpe verbal
deixou-se de um modo tão natural
tanto segredo sem nenhum credo.
Um aceno já saudoso
de sua memória que insiste
a emoção que resiste
mesmo em se estar triste
FELLIPE KNOPP
Levantamos distantes
perplexos pela surpresa daquele instante
notícia inesperada
lamúria contida
mas raiva exacerbada
Deixou de ser
quem nos era caro
votamo-lo companheirismo
num mundo de afeto raro
Quanto mesmo sem perto estar
a quem se chama e se põe a respeitar
aquele a quem não vemos mas respeitamos
e respeitando aprendemos gostar
Caíste nos abismos
traiçoeiros da vida
Quantas ciladas
não antecipam partidas?
Nosso falanjo de preto
e seu escalpe verbal
deixou-se de um modo tão natural
tanto segredo sem nenhum credo.
Um aceno já saudoso
de sua memória que insiste
a emoção que resiste
mesmo em se estar triste
FELLIPE KNOPP
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