Este se pretende um espaço destinado a exposição de produções poético-literárias e crítico-filosóficas.Pretende-se ampliar os horizontes do pensamento e do fazer poético, bem como problematizar deliberadamente suas proposições inerentes, de tal forma palatável e prazeroza para quem produz e para quem lê. O que se verá é mais que uma espécie de "poesia de artesanato".Mas tamBem
domingo, 25 de abril de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
LÍVIDO
não espere dádiva
vadia
dia-a-dia
nada me vale
tua vida
valia nada
não divido
não alivio
vá limpar o teu cu
tua carne cortada
não recomporta a minha
nem me reconforta
feche tuas pernas
putinhas pós-modernas!
viadinhos de trapos
em país de lacaios-podres
[seus filhos de putas, suas putas, viados assoviados, tuas tripas pagarão vossos crimes, pobres malandros, elite sodomita de americano, esquerda topeirizada de marxismo de galpão de oficina, artistas de lonacultural, poetas-de-algodão doce, adivinhas com chip no cu, feiticeiros de informação comprada]
nem pobres
nem gorjetas
nem amor
nem patriotismo
de ti só aceito dinheiro!
Ateu
sábado, 27 de fevereiro de 2010
SETECISMO
A William Knopp, meu saudoso pai
Há dias em que a vida parece estranha
Há tempos em que o tempo parece astuto
Há horas em que a vida está de luto
Há vida na vida das pessoas?
Há boas coisas nas coisas boas?
E aqueles que esperam por tantas coisas
Será que não esperam por tanto à-toa?
Nos dias de angústia meu eco ouvi
Minhas carnes tremiam, o pranto engoliMinhas mãos sacudiam, a cor eu perdi
Meu sangue gelava, nas veias senti!
Era medo,
Medo de mais uma vez não ver a saída
De todas as chances estarem perdidas
De todas as forças estarem rendidas
De estar combatendo em uma “luta renhida”
Por mais que soubesse ter qu’ir, num instante
Tive medo, era apavorante
Por mais que soubesse quão era importante
Eu quis passar o cálice adiante
Quem tem a magia da vida eterna que me tire do sofrimento!
O grande poder da magia é o desconhecimento!
O poder que traz alívio está na inocência
E a mágica da magia na falta de ciência
Também participo contigo
Contigo faço comunhão
Também já bebi desse vinho
Também já bebi desse pão
Também já senti as chagas no corpo
O peso que carrego da vida me parece demais
Por que não termino nada sem ficar com a sensação
De deixar tanta coisa pra trás
Feri-me e sangrei com teu sangue
Andei, pois, levado em teus passos
Senti me passarem as estacas
E vi os buracos nos braços
Me envolvi em teu ideal
Agarrei-me aos sonhos que lavras
Talvez a única coisa que ainda me emociona
É ouvir tuas palavras
Assumia sabendo do preço
Sabia o quanto era difícil
Todavia não estava pronto
Pra hora do sacrifício
Sentia o sangue escorrer
Os irmãos pranteavam tal sorte
Sentia a dor do saber
Derramava a alma na morte
Cada palavra falava com lagrimas
Cada verso com sangue escrevia
Por chagas formavam-se as páginas
Dissertava o horror que se via
Prefacio de sua descrença
Prenunciava sua sorte
Por tal decretava a sentença
Da descrença à sentença de morte
Soluçava olhando calcado
Seu destino já sabia
Ninguém mais estava ao seu lado
E o espírito rendia
E o espírito rendia
E o espírito rendia
E a voz ofegava
E o corpo sentia
E as pernas andavam
E as chagas doíam
E o espírito rendia
Ninguém o sabia
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
FLORES AO VENTO
Na distância o pensamento,a dor que há tanto sentia.
Tristeza a não revelar-se,
no coração, então, se esvairia.
Afixionava-se noite e dia,
permeado pela melodia.
O tom grave feria-lhe adentro,
labor e melancolia.
O tempo suas moléstias;
gotas não se precipitam;
marcado a ferro e fogo;
os membros, pois, se lhe agitam.
Temor ao que estava adiante,
a dor que há tanto um problema.
Pulsava veloz e constante,
irresolutível, tal, seu dilema.
Palavras levava consigo,
como pedras afogueadas,
as conhecia como ninguém,
e o vindo e suas ciladas.
A dor, que há tanto, um segredo,
Há muito era medo do nada,
Agora nem nada, nem medo,
Nem dor, nem amor, nem palavras.
PINOTES
Pensas saber sem ver
pensas que não precisa ver pra crer!
saiba não ser sufciente nem mesmo ver
"São Tomé" viu
mas a dúvida persistiu
queria de fato saber
o mais próximo fora tocar
para crer
pensar saber
Mas você afirma coisas que não leu
Aquele o engodou
e você se deu
Introjetou-lhe a mentira pelas costas
você nem viu e creu!
Um salto de burríce!
FELLIPE KNOPP
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Aporão das guarnições
ou a espiral descendente do inferno
Tintila
relva maldita
canareiras empoçadas
é leve o ar que leva o doce às narinas
cólido
enjoativo dos átrios
aos pulmões
zona tórrida do âmago
brotos de vísceras solutas
leve é o doce
ar intempestivo
rubrante
a valsa de morte das estrelas
Stella
Salete
Canaleta
embruscarrada de coágulos sentimentais
mucosa áspera das doutrinas coronárias
abstortas
indiferença visceral
sagrado-sentimento
O ar leve condensou-se-lhes nas narinas:
monções!
sem alusão?
Azulão coagrulaudo
as estrelas zombaram num balé infernal
outrora
cornetas-vagabundas
sinfonia espiral
[esperial?
aporão de caraçocas
vai a moça em teias de aranha
rodando yo-yo
ao olho do furacão
acomete-se de um pranto
sem prato
sem patota
nem patavinas
ou luxúria
Não vem além
não fora
sombras de 1 kg
no mel pneumático
sem solitude alguma
nenhum destroncamento nem ossos de galinhas
se decobriu precocemente todas cínicas
valores
rebarbas de livro morno
o ranger sustenido do silêncio da noite
pedra de cal
num lote baldio
ranger
Cautério translúcido das agonias exacerbadas!
FELLIPE KNOPP
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
SUBIMUNDOS
Bordas camélias
em pano de prato
pratas ocos
ocasião
bordesejo
pratileiras
saco-vazio
insaço
insosso
prateirogenese
pruteiria
pára-prato
SUBMUNDANO
FELLIPE KNOPP
domingo, 31 de janeiro de 2010
NÃODEGAS
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
AUPREGNASSÃONTOSE
resquistossosmose
zamófilosophie
sintaxmático
taximática telecomúrias
aborissão
gabirosca
biga-rosca
moscascos os mordançam
maçandalhas saladinásticas
mochilhas e bandolinhos
algaravioletas
saleta salteaodores
serodaltos soltos ao sóton
soturnasnotas nostálginosas
sasoníferas ninferáceas rascasinhas
L'
__________
domingo, 17 de janeiro de 2010
CHANCELA D'ESCAMADA
Exulteis vossa canção
no enlevo indecisivo dessa escansão
Cada contra se contém
um ponto radical
se o sentido não evolui
ao cessar descontínuo
seu modo inapreensível de Ser
ter de se ver com esse haver
que transborda à falta de arestas
falta-se assim
mim]
Vive-se-morre até o fim
FELLIPE KNOPP
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O POETA
23-06-2002
Ser poeta é num dia de chuva abrir a janela
Entrar em casa e deixar a porta aberta
Fechar os olhos e enxergar o que nos cerca
É dormir, mas estar sempre em alerta
Ser poeta é querer
É tudo desejar e nada ter
É não ser bom, é não ser mau
Apenas Ser
Ser Poeta pode ser achar os homens lindos
Despir-se de preconceitos
E quem sabe usar roupas rosas
Ser Poeta, meu amor
É não fugir da dor
É encarar o pavor
É não ter certeza
Apenas ver a beleza
De um novo dia que aflorou
Ser Poeta não é uma escolha
Mais um destino
É estar velho e sentir-se um menino
É ver as formas deformas diferentes
Achar semelhanças em coisas divergentes-
Ser Poeta não se entende!
O Poeta não é compreendido
Quando muito é reconhecido
O Poeta não tem um caminho
O Poeta não segue um sentido
Você me pergunta e eu tento explicar,
Mas não pode acreditar
Não tem a sensibilidade
De enxergar além da verdade
Mas que verdade é essa
A quem você tanto preza?!!
Eu tento e explicar
Mas não consegues assimilar!
Você se ri, debocha
Pensa que sou viado
Pergunta por meu namorado
Não compreende, não entende
Que o Poeta apenas é gente
Não é homem nem mulher
É um ser purificado!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Erro exático
Não foi um erro
Helvética
apaixonar-me por ti
se tinha que ter apaixonado-me por alguém
seria mesmo você
[a pesar já do que não fiz
você, helvétika que não me quis
a pessoa certa pra eu saber
de tudo mais além
que não devia mesmo
ter-me enamorado de ninguém
além de mim
a melhor relação de todas
do início ao afim
é justo então que seja assim
quase tudo se degrada
até por ações alheias
maliciosas
qual tua imagem desbotada
agora
com gente perniciosa
Paroxítonos disjuntivos de um velcro desfiado
a soma absurda das sombras binárias
medonhas furtivas de ransos recrusdecidos
mas é sempre possível reconhecer as diferenças
entre o queijo e o mofo
entre o alho e o espantalho
e a ilusão
FELLIPE KNOPP
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Arestas luzernas
Minha casa não é tua

meus livros não são teus
meus saberes não são nosso
nossos amigos não são só teus
meus sintomas são meus
não são meus e seus
suas são tuas coisas
aquelas de que nada me deu
se porventura mas desses
seriam aquelas algo já meu!
Não são teus os meus vocábulos
são da língua que no mundo recebi
com essa língua no mundo em que nasci
meu repertório que existindo constituí.
Minha história não é tua dádiva
é dádiva do que é com que vivi
se há semelhanças ou coisas em comum
é apenas porque é
no que posto reconheci
a instância do saber não é um lugar
muito menos esse suposto lugar é teu
meu saber é com a língua que eu falo
no que comunica diferente
não é teu também o que calo
se no que há em comum
já são todos ou nenhum
minha minha casa
meus meus livros
meus saberes meus saberes
tua tuarrogância
não ponha cercados no que não são tuas instâncias!
FELLIPE KNOPP
domingo, 27 de dezembro de 2009
MANDALATO
O Silva
na selva
medonho
na relva
um manto
sem Santo
um brado
sem canto
sem cantico
sem júbilo
e sem degraus
tua escada
escaldada
de cada isca ...
manto na relva
sem santo na selva
onde já si vil!
harpa desafinada
da serafinada do trono
Silva a serpente
foste um eleito neurótico
mas agora um pagão perverso
FELLIPE KNOPP,
Ateu
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
POERSEGUIDO
O mundo-não-acabou
nem os mundos
num só natal:
um só cristo não fazem uma "Nova-Jerusalém"
fazem-Além
o mundo-não-acabou
nem o Poeta morreu
Poetas sim são eternos
desde que eles mesmos queiram
não é necessário sentimentos
se é dom não-vem de deus
não é necessário sentimentos
É POESIA QUE SE SEGUE
[também
FELLIPE KNOPP,
Ateu
sábado, 19 de dezembro de 2009
LAMALMÁ
O breu está na rua,
na alma e na lama

em volta da mala
onde está a alma
enlamiada
enlAlmiada
a cegueira a tudo alcança: nada quer ver
Libra deturpada
ascese de bacanas
pseudoascese
pseudobacanas
sou jovem e tenho calos
insensíveis
Calos são cicatrizes amalgamadas
Não tenteis sensibilizá-los
Já foram feridas cruas algum dia !
Já foram Nervo-exposto ao breu clangoroso do Sol
Foram teus velhos indolentes em si mesmos: não é minha culpa!
ascético é meu calo!
Nervos austeros
Já tive fome de adulto
Sendo menino recebi comida de criancinha
aprendi a cozer! uma papa inchada de meu voraz estômago!
Serão sempre tuas crianças infantes: não é culpa minha
vosso espelho
jamais viram o deserto
minha couraça é a própria pele que curti
não m'ambicioneis !
das flores não tive o tempo
de vossos ingênuos diários de normalismo Secundário
Teus 20 anos foram aos meus 11
nababesca-insolência de vossa cobiça sordida!
Eldoro-de-tolo
Não vos sou indulgente !
se vossas futilidades vos consumiram todo tempo útil
O meu não consumirão
porque estive alerta o tempo todo
desde moleque!
adormecerdes em berço-esplêndido
e agora alcovam ratos
brincaram sempre sem porvir
Vermes de madrugada!
Multidões de Covardes!
Jamais souberam a autoinvestigação
sem anistia!
tem a balança de se equiparar!
FELLIPE KNOPP
sábado, 12 de dezembro de 2009
EU INTERIOR, O ESTRANHEIRO
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
A LUA NÃO FAZ O CÉU
cínica condolência
sotêrro ossuário
todas indulgentes fingindo chorar amor
lágrimas de colírio
requereis o que nunca destes
e jamais quiserdes
tendo sempre
não foi ira
foi glaciação
a cruz não matou ninguém
foi um beijo!
Negativo
catéteres de turbina
carburação de cata-ventos
quiserdes amor?
falaste de dor
pisaste meus átrios!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Órbita plurissingular
Todo ano se anuncia
nasceum
alguém faz aniversário
Nascem singularidades
totalidades incompletadas
sciclolaridades
unidades plurais
Não se despojam singularidades
suas semelhanças são imcomparáveis
todaparte
difracionário
todos partidos
apartidiários
parte de meu dia
Não se trocam identidades: identificam-se!
Não há igualdade a um mínimo desvio
a diferença produz algo mais: semelhança
Palavra é diferente da coisa-viva!
O maior tecido do corpo não revela intenção alguma
órgão-carenagem
Não se passa ao lugar do Outro:
eu vou à outro lugar
parte de um todonão-fechado
E o Pensamento
Universo particular
múltiplas variáveis infinitesemais
Quem sabe ao certo o que sonha?
Plurivariantes dicotomizadas
Indentificam-se as diferenças
Anunciação do incalculável silêncio orbital
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A terceira margem do abismo
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Assonância incógnita
HELVÉTIKA
Passara-se nosso tempo
teu e meutempo começam
como são
São ou temprano
temporão
contemporaneos
mundo insano
Vibração fugidia de uma luxação mnêmica
lastro irrastreável
dolor rarefeito
Pressão vertical da gelida pradaria
febre do caos
Insípida moribunda dos mananciais séquidos
vertigem e colisão
éter viscoroso em lua-de-queijo
A noite do porvir nas lacunas das hiâncias
o aceno contido
plataforma silenciosa
não se sabe quando outra vez
não se soube
não sebemos se se saberá
não sabemos
jamais o soubemos
Porque a raridade fusionou-se à escassez
fez-se uma mitologia de vertigo e sentimento
Helvecioso
Foi assim naquele tempo
eu mesmo vi
Uma lenda que nós dois criamos
para nós dois que a criamos
não a cremos
porque eu nos criamos
não crieu amor
Helveciosa
O mito que quiz lenda
humana
Meu coração gemeu nosso não
meu sentimento foi o nosso, helvética
naquele tempo, me lembro
eu vi
Magia não cri, tu fostes
Helvética, forasteira
Teu mês me durou mais de um ano
naqueles dias
Não tiveste vibração
a tivera por toda
Meus poemas não tiveram réplica
o que dizer de teu silêncio?
naquele tempo
Helvética
És-me toda em poema
Helvética
A memória apaga o tempo da memória
da memória do tempo
a distância
dinstante
Helvética
Três cds e saudade
naquele tempo
Qual neve me desliza à testa,
Helvética?
Foi-se que não fostes
Viera-me
a solenidade ríspida do real
sem prelúdio, sem sonho, sem ti
Helvética
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
advindos do purgatório,
do inferno no consultório,
que coisa é aquela?
Chamas e gritos, da vela,
de dentro do consultório,
de fato o diabo existe,
foi criado em laboratório.
Habita zonas abissais,
no fogo que consome,
em tudo querido além mais,
nas frases, nos nomes.
Em ofensas, em mentiras,
em lágrimas de agonia,
em elementos que permeiam
nossa vã filosofia.
Adentrando zonas escuras
do querer além mais,
deram sopro à escultura,
deram vida à satanás.
Deram velas, deram gritos,
deram todos os elementos.
Deram à luz as trevas, um algo,
constituído por pensamentos.
Fica o mesmo espreitando,
tentando minar a calma,
esgotando a resistência,
tentando comprar minh’alma.
Ao inferno desceu,
no lugar onde fora forjado.
Tentaram criar a deus
e acabaram criando o Diabo.
http://vocaroo.com/?media=vCfqB6RMAXTMepFqu
* A respeito da proposição atribuída a Voltaire: "se deus não existe, precisamos inventá-lo"
(A data corresponde autenticamente à produção do poema disposto acima)
sábado, 17 de outubro de 2009
OS BOBOS DO ACORTE
Quereis que eu prossiga?
PURGATORIUM
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
LOGOS PÓIESIS
domingo, 20 de setembro de 2009
-10
O que fazer?
O que se fez não é nominável !
Foda-se teus velhos astênicos

e teus vermes de colo
A vida que destruíram
injustificavelmente
não foi a de um velho
que quase tudo já vivera
foi a de um jovem honesto e honrado
Quem devolverá meu tempo? [ perdido
Os anos que me arrancaram não foram os da velhice
foram os da aurora da mocidade
Sei que nem que todo sangue podre deste país
deitasse duma só vez
eu estaria compensado
A eles não seria mais do que o merecido
[se merecem algo, é só isso
Que escorra todo esse sangue vil
como minha juventude escorreu de minhas mãos
como minhas lágrimas escorreram de minha sede
como meu reflexo se escondeu de mim
e meu ódio congelou!
Derrame um turbilhão de sangue
à contramedida em que represou-se minha angústia
fez-se força
Deite todo esse sangue
como deitada fica a fome
Escorra
como de minha boca escorreu-se a sombra
a fuligem a substituir o nada
escorreu-se o beijo e o prato sem pão
O tempo acerta as coisas?
Mas com o tempo roubado furtou-se o perdão!
C'est trop tard !
Só me vale o que me é devido
Disso não abro mão,
nem uma só fagulha !
domingo, 16 de agosto de 2009
Foneplastisintaxe: escalafobia e desagradação (?)
domingo, 9 de agosto de 2009
Homenagem a William Knopp
Frente a imensidão do que se tem de falar não é sempre que se consegue a proesa tão emanadora de encontrar as perfeitas e sublimes palavras para descrever ao que foge à propria limitação do termo, plenitude - essa palavra talvez seja impassível de ser compreendida e ter seu significado compartilhado. Perder-se no limiar absoluto onde tudo encontra lá sua derrisão, talvez se aproxime da "essência" radical de todas as coisas, contudo não a toca, não a exprime. Plenitude, vejo-me tão redutivamente anulado pela insuficiência da expressão que me define - aí nesse indizível tudo torna-se defnitivamente nada - a vida esvai-se junto ao paradoxo que sempre permaneceu em seus meandros e seu curso. Quem sabe a vida, na sua essência, se esta houver, não seja algo limítrofe ao paradoxo?
FELLIPE KNOPP
1 - Debord, Guy. PANEGÍRICO (p12). Conrad Editora do Brasil, 2002. São Paulo, SP.





