cédulas de escombros
colunas de vosso colosso áureo
sedimentado com sangue
alhágrimas coaguladas ...
essa sedinha vulgar
que não passa de toga barata
de papel higiênico usado
vergonha eclipsada de demérito
exaltação do pífio
e nem têm a menor dimensão
do que tenho passado em toda minha vida,
a julgar, tão levianos
[opróbrios de furúnculos
alicerces de vossos templos de copropatifarias
teus filhos?
Ah! Por tão nada eles se desesperam
saem desembestados feito porcos selvagens
E vós mesmos,
quanto suportariam da situação?
[sem deplorar-se
Contemplem vossa chancela de merda emplastada
pra que tuas "niñas" abram cada vez mais as pernas
para cada vez mais cães leprosos
e teus filhos o rabo !
Contempleis vosso surto-circuito
escândalo desesperado de não-zerlar-se
A lata do lixo estará sempre aberta
Vossa jogata saltimbanca
arquebanca
cédulas de pus
em lentes de gelatina podre
Deixei de ser brasileiro
ao perceber-me que sempre aqui fui apátrida
por força das "circulunstânsias"
a comida enche o estômago
mas o estômago não esvazia a lembrança
a barriga sai da miséria
mas sai não sai da alma
enquanto o estômago permanece vazio
a alma se empanturra de estômago ...
Devora-se suas demandas
violento órgão ermo!
estrelas aeradas no prato
um soufflé de pacotes ôcos
relva
ali nenhuma agonia
lost time
a endorfina já o dominara!
[integralmente!
... Pas de quoi !

