versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

domingo, 28 de junho de 2009

Febres e calabolsos

Tuas

cédulas de escombros

colunas de vosso colosso áureo

sedimentado com sangue

alhágrimas coaguladas ...

essa sedinha vulgar

que não passa de toga barata

de papel higiênico usado

vergonha eclipsada de demérito

exaltação do pífio

e nem têm a menor dimensão

do que tenho passado em toda minha vida,

a julgar, tão levianos

[opróbrios de furúnculos



alicerces de vossos templos de copropatifarias

teus filhos?



Ah! Por tão nada eles se desesperam

saem desembestados feito porcos selvagens



E vós mesmos,

quanto suportariam da situação?

[sem deplorar-se



Contemplem vossa chancela de merda emplastada

pra que tuas "niñas" abram cada vez mais as pernas

para cada vez mais cães leprosos

e teus filhos o rabo !



Contempleis vosso surto-circuito

escândalo desesperado de não-zerlar-se



A lata do lixo estará sempre aberta



Vossa jogata saltimbanca

arquebanca



cédulas de pus

em lentes de gelatina podre



Deixei de ser brasileiro

ao perceber-me que sempre aqui fui apátrida

por força das "circulunstânsias"



a comida enche o estômago

mas o estômago não esvazia a lembrança

a barriga sai da miséria

mas sai não sai da alma



enquanto o estômago permanece vazio

a alma se empanturra de estômago ...



Devora-se suas demandas

violento órgão ermo!



estrelas aeradas no prato

um soufflé de pacotes ôcos

relva



ali nenhuma agonia

lost time

a endorfina já o dominara!



[integralmente!





... Pas de quoi !






Fellipe Knopp

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BEZERRO DE OURO


Registro:768.889 Livro:729 Folha: 531



05-07-04




Bronze mais que a terra
Nos meus olhos mais que o ar
Sangue mais que os céus
Desse inferno nesse mar
Fogo mais que o mundo...
Todo mundo é fogo
Morto
Lava esse sangue
Lava a alma escorrendo
Queimando,subindo,descendo
Lava a alma com bronze
Mais que terra
Feche a caverna com mármore e tersol
Tome seu licor gole a gole
Matando Vênus de seu amor e de seu ódio
De sua fúria de seu desprezo
Bronze mais que a terra
Lava a alma com pastilhas
Onde está teu sorriso!
No teu nariz, nos teus pulmões
No teu fígado, na tua bexiga
Na ponta de tua caneta
Eu perdi
Fui vencido com um Cheque-mate classe A
Cruzado, cruzada
Rainha, não
Cheque-mate classe A
Beba esse café gole a gole
Frio assim mesmo
Feche essa caverna
Com porta de aço
E sinta a brisa no rosto pela 1a vez
Como a nuvem
E lava o corpo e lava os lábios
Lava a alma
Sonho e saudade, pois não e não e não...
Bronze mais que terra
Ouro mais que tudo
Gole a gole teu sonho dourado
Lava a alma me desce a boca
Sinto a brisa tocar
(pétalas lisas pétalas)
Docemente as amargo águas
Rascantemente as engulo e
As bebo licores fortes como metal fervendo[1]
Níquel-solvo rasgando uretra
Substância de minha poesia-gel
Quero criar a poesia-gel (perfeita)
Para caramelar e degustar docemente pouco a pouco
( Pétalas lisas pétalas )
Gole a gole seu sonho dourado
Lava a alma desce a minha boca
Tua casa tem porta de aço ganhaste
Chave-de-ouro
E lava o corpo e lava os lábios
E não e não...
Frio assim mesmo
Esse café, cruzada, cruzado
Cheque-mate, pétalas lindas pétalas
Ouro mais que tudo
Beba mais um gole esse café
Pouco a pouco frio assim mesmo
Como metal fervendo
Como níquel-solvo (rainha)
Poesia-gel sem ouro
E não e não
Sinto a brisa pela primeira vez
Ela prenuncia o inverno







FELLIPE KNOPP



“Muito mais que ferro e fogo de adorno em podres corpos, temos HONRA’’
[1] - Rimbaud, Arthur. Uma Estadia no Inferno. Ed. Martin Claret.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

PULSOS, PULSAÇÕES E PUSILÂNIMES



Noites do asfalto fino
em salivas coaguladas
carburação em fuligem de fumo
queimando parafina enluarada
sonido das lamúrias desoladas
garoando rapinas de porvir
até as galinhas quiseram voar alto
capim e cerveja
ósculos de neblina-relva
assimétricas
calígula desbotado
separatas de maldicções
amálgamas de soletude
brisas aleatórias noturnas e galvanizadas
sua corrosão catoptrônica
lendas de contos de bolso
umas guias de mameluco, resíduos de mortiferação
populações inteiras em chalés de água-funda

antologias de ruas de lama
as pedras transpiram

fumo no copo
cinzas no copo
breu no copo

cópula dos ascos-aniquilados

penumbra dum raio-de-sola
alísios odores latrinos

solistas de calabouço

e um inalador de xisto




FELLIPE KNOPP

domingo, 21 de junho de 2009

SIMBIOSE ABJETAL

21-06-2009
Vis as mesas sórdidas ao derredor
conjugando farsas e excreméticas
simbiose da putrefação
nefanda, nefasta
Rio de abjetos
o odor insalubre de azedo-saturado
iconolatria degradatária
amnésia anistiadora?
indecência depredadora!

Achastes que me esquecera?
mas lembro-me tudo
de cada detalhe pérfido
e não perdôo nenhum!

Não estamos quites !
mas vós estois kitsch

Os olhares sorrateiros a torcer pelo fracasso

Quanto a incoerência não há compreensão !

Quisestes que eu me facrificasse

e roubar meus proventos

só se crê em amor com barriga-cheia

O shampoo reluz o brilho falso de tuas primícias
assovio de levitação


sequer procurou-se saber se eu estava com fome!


Meus anéis são feitos de dna




FELLIPE KNOPP

sábado, 20 de junho de 2009

Augurio das Expressões

20-06-2009
Sintaxe da catatonia
no vão dos olhos
vão
todos os olhares
decupados por arestas luzernas
qual espelho
imagens fluidas em furta-cor [opaca
a órbita do caos
pétalas de carne em copa de magmas
brasas de tormenta
uma catatonia cenrtípeta
o assovio do siêncio
nas tímidas canaletas
suando levigante: decompõe-se
fios de pulsão
circuito indefinido
flechas encandescentes em movimentos circulares
regulando o efêmero
a intermitência das certezas
congratulando o luto do dia-a-dia
acenos turvos ao morador ausente
casa de constelações frígidas
sangue betuminoso em meia-luz
meia-sola
meia-noite

arestas do infinito

[necrotério das emoções


empuxo das aflições

das cinzas do corpo jaz o teu pão !

suave adeus
feito vento da alta madrugada

A FOME DESTRUTIVA DOS INSTANTES !



FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 17 de junho de 2009

EM MEMÓRIA

A BUSSUNDA (CASSETA E PLANETA) e JOHN COLTRANE ( " O 'ANJO' DO JAZZ), cujos falecimentos completam anos na presente data, os quais muito representaram ao mundo, uma modesta, mas meritória homenagem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Registro: 286.540 Livro:518 Folha: 200




É próprio da industria cultural apresentar apenas seu produto finalizado, que é o supra-sumo simplificado de uma produção determinada.



18-10-02


NOBRES DE TOGA



És suja, és podre
Como outra qualquer.
Te adornas por fora,
O povo lhe quer.

Aí também há gases;
Aí também há fezes;
Teus homens também urinam;
Defecam sim tuas mulheres.

Mulheres lindas,
Mas defecam ainda;
Também se limpam;
Também vomitam.

Também as nádegas
Lhes cobrem o ânus,
E envelhecem,
Lhes passam os anos.

Também mau cheiro;
Fétido odor;
Cheiro de esgoto;
Podre fedor.

Tu és altiva
Por ter riquezas;
Acha-se muito
Por ter belezas.

Aí também há doenças;
Sangram-se teus cortes;
Aí também há desgraças;
Também não escapas à morte.

Aí também há tristeza;
Teus filhos também pecam;
Teus homens também têm fraquezas;
Tuas lindas mulheres defecam.

Escondes teu podre organismo,
Teu câncer, vaidade, altivez.
Atrás dos teus prédios cinismo,
Soberba, "charutos", xadrez.

A "nódoa" de teu preconceito,
Racismo, elitismo a expandir-se.
Pois se vejam teus malfeitos,
Teu fígado, pâncreas ferir-se.

Tu chamas horror poesia,
De um velho ignoto a cantar,
Que esqueceu o devir d’um dia,
Tuas fortunas a desmoronar

Tu julgas melhor teu destino?
Tu pensas da morte escapar?
Pensas não ter fezes por dentro?
Pensas não ter qu’ir defecar?

Tens gente ativa, tens gente à-toa,
Tens coisas más e tens coisas boas.
“Litoral”! “Litoral”!
Também há pessoas.


FELLIPE KNOPP
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