versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

sábado, 11 de dezembro de 2010

A série dos grãos alcalinos



Emoções dispersas
como series significantes
no rastro do vestígio
fizeram-me ainda lembrar
da significância daquelas emoções
agora vestígios...
rastros pueris
como ciscos a arranhar os olhos
que se dispersam dissipando
as lamentações alhures
os sonetos como fogo em relva
lágrimas em estribilho
nenhuma paixão improvisada
nenhuma visão apaixonada agora
grão infertilizado à sombra do escárnio
desregado, desegrado
seco ao árido sem chão
sem chão
sem charque
sem parque
sem arado
ascendente fúrio grano seco não vingou
submerso alcaliniza o ácido da dor
há mais de 3 anos que não faço nenhum poema de amor


FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O núcleo da anti-matéria



Quando as lavas arrancadas à mão
torrenciam o manancial insípido
à elipse da agonia estelar
sidera-se um sustenido pendular
taciturnas noites
de folhas de pedra
o eixo vazio da explosão
revela o magma
à sombra do já não é apenas
uma galáxia violentada
de ermo excedente
que se estende aos confins da infinitude no grau um
arcabouço de cosmorradiotividade
fissão insolene dos presságios em megatons
estrelas derretidas em pratos nús
forjadas em veias de fúria
se alcova ora não
o clangor lamentável
colisão poligonal
patas fendidas e escárnio
a imundar o inestimável;
orbitar em si
aplacar a agonia da calma
nas distâncias à volta
reside agora
um buraco-negro na Alma

FELLIPE KNOPP