versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cal rarefeito


Traz-se no violão ao bojo
aos auspícios do desgosto
ar esquélito sem despojo
subsume-se em desditoso posto

Ar rarefeito
calefeito e despautério
de teu corpo em adultério
sem demais efeito
infletir-se estar perfeito
meu coração que todo cautério

cáustico violento
estendendo o momento
borbulhos em fantasia
corporífica ironia
vapor de lamento

o odor se mantinha
além de assombros e ladainhas
turbilhão que se continha
em fulgor de sentimento
pulsão em monumento

acenos consentidos
do oasis pretendido
no areal do suor perdido
absurdo em construção

obraria das esquisitícies contrastantes
perspectiva planométrica do caos

FELLIPE KNOPP

domingo, 3 de abril de 2011

Voceferar


Quem você 
meu crepúsculo a sombrar
foges do fim
aos auspícios em escutar
mesmo ruim
sem motivo parece zombar
vem a mim

Nos mesmos becos do poeta
profanando a cansoneta
às tábuas de verso raso
pintado à caneta
o capuz ao teu arraso
ao que não cometa
sofreguidão de luxúria 
[jaz com elegância
minha punheta

Elegia e elegância
baila de infância
revivida no coração
beligerância
em suave defloração
com incumbência?
Já que rima se estende agora
tua tendência
elegia arqu'elegância
minha elegência

Esmigalho em brasa o peito
toda veemência
alquebrar-se teu som ao leito
sem ter clemência
cotejar tua pele em lava
sal e ardência
o meu corpo a teu corpo escava
com virulência

Se conhece dos bramidos sinuosos
par a par o que se quis
versejando em desejos ditosos
quem você não me diz

FELLIPE KNOPP