versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ex-canção de meia vida



O que pretendeis pois
bazófia ignota que se cumplicia?
Ruminar taciturno entre baratas depois
supondo tua cantiga esfarelada profecia
com tuas palavras não determina
a ordem do porvir
com tua bravata que rumina
entre o pus que lambes e o devir
Posto que nada produzes
nada tens a apresentar
senão essa balbúrdia que conduzes
e que a nada vais te levar
ao te cegar às luzes
de quem deveras tem muito a mostrar
do mofo que amassas teu bolo
o debulhas antes de assar
na intenção de ocultar o dolo
dos ratos com quem te deitar
servindo-se de rapina e lodo
entre o lixo e a sala de estar
te esgotas em lama por todo
com as patas à mesa do jantar
tua ferida a vazar
pela chaga que escorre da boca
de teus lábios e os quais foi beijar
aos vermes feito cachorra
da mixórdia teu pus destilar

FELLIPE KNOPP,
Ateu

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sementes de um vulcão estético

Fiz meu mundo surgir
onde não havia nada
Fiz meu brilho resplandecer 
das trevas que me foram dadas 
Fiz minha semente germinar
pisadura de terras em brasa
Fiz o jardim brotar
no cimento duro de casa
Fiz minha vida florescer
onde até água foi tirada
Amei minha própria carne
quando atenção me foi negada
Vi meu dente ranger
à própria ira sufocada
Bebi de meu próprio tutano
quando não havia mais nada
Quis-me reconhecer
quando à luz apagada
já não quando durmo
mas porque finda a madrugada.


FELLIPE KNOPP,
Ateu

domingo, 15 de janeiro de 2012

Penumbra da lua rubra



Sopro de abismo
pavão de falsa misericórdia
fosso de ossadura
cal e vento de discórdia
Sussurro vertigo
desalento revertido
augúrio de fio despido
teu pólo invertido
do ultimo cais ao precipício
reflexo encapsulado
subjeção oscular 
obedece à escoria e porque quer, 
logo, meu ente não é
se titila morso à penumbra de escombros
clave ferida sobre os ombros
que a madrugada destila teus assombros.




FELLIPE KNOPP,
Ateu

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dis'sensual

Sou um bacharel em comunicação social e poeta: fui preparado para pensar a linguagem em quase todos os seus principais aspectos - formais, ideológicos, estéticos... enquanto analista de comunicação me interessa entender as codificações dos discursos (formalização) e os efeitos ideológicos da circulação da mensagem mais do que o conteúdo narrativo. Enquanto poeta me interessa prostituir esse código pela retorção da forma de expressão gerada por uma sevícia perversa ao Significante, cometer adultério e fazer uma orgia de significados nos puteiros do sentido. 

FELLIPE KNOPP,
Ateu