versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

ARTE-PLÁSTICA

Que ironia
pra fazer cirurgia estética
ter de tomar anestesia
o ponto sensível
do moral
melhorar o visual
no sentido radical
não se deve sentir nada
antes do final
a cirurgia acaba
e a anestsia local
passa
e mesmo que contemplado tudo
não sentiu nada
hipersenso do ajuizamento performático

FELLIPE KNOPP

domingo, 16 de maio de 2010

EXPRESSÃO

Este é um poema selecionado pelo autor de sua primeira fase, infância de sua poesia. Nele (poema) as questões radicais do Sujeito se elaboram de modo a ganhar sua forma de expressão propriamente poética: transformar o enigma em manifestação estética. Enigma do Homem, do Sujeito, enigma este que se confunde com sua própria formação, logo, sem solução definitiva! O Poeta não deixa de ser uma espécie de Édipo, aquele que reconhece que é ele mesmo sua própria esfinge! "Decifra-te ou te devoras". Produzido em 1994, quando o autor tinha ainda 11 anos de idade, um dos raros poemas dessa fase que vem brindar os leitores (também um dos poucos que o poeta recita de cor). É um poema ainda imaturo, verdade é, mas cosidere-se a tenra idade do jovem autor, ainda um menino engatinhando e tropeçando nas pernas das letras. Entretanto é extremamente precoce ao se admitir o que há de significativo na história da literatura para poetas dessa faixa etária, sobretudo na atualidade. Aprecieis.




1994


Em minha poesia


expresso minha angústia e dor


talvez nem seja bom poeta


por não saber bem falar de amor


não penso frases perfeitas


apenas transbordo no papel sentimentos


em forma de poema


que fluem em meu pensamento


as pessoas muitas vezes não compreendem


o que minhas letras querem dizer


se alegria pode ser tristeza


e angústia possa ser prazer


só tenho um [verdadeiro] concorrente


a quem nunca irei odiar


meu concorente sou eu mesmo


a quem devo superar


chegara ao fim de mais uma poesia


seu limite


a conclusão


restaram apenas sentimentos ocultos


atrás de uma expressão




FELLIPE KNOPP

sábado, 15 de maio de 2010

AOS LEITORES

Os leitores de "BOHEMANDO" também podem ler os poemas num sítio alternativo logado em http://www.webartigos.com/authors/12630/FELLIPE-KNOPP. Lá, além de alguns poemas não expostos neste espaço, encontrarão belas epígrafes aos poemas, escritas pelo próprio autor (eu): faço questão sempre de redigí-las em terceira pessoa!

FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 12 de maio de 2010

CERDOMECHANISMUS

Você
que nada entende
atolado em vil crença
[se atente
bicho também sente
só não pensa!





FELLIPE KNOPP

terça-feira, 11 de maio de 2010

LIBRAS"

Não lamenteis
pois tiverdeis todo tempo
a reparar
mas a vaidade insana vos cegou!
contra vós todo desprezo
vermes asquerozos
não há prazo que dure pra sempre
a lei é a da compensação!
ver-se-á aos milhares
as vísceras de vosas crianças cozendo em seus ventres!
sangue talhado e ácido lácteo
se não se importam com justiça não se indignarão
os vermes não têm princípio
não lamentam seus mortos jamais
nem incoerências
não acham absurdo um paradoxo torpe
serão as tripas de vossos enfantes!
uma fachada revestida de plaquetas
hematophilia
estética de uma Arte grená
não vos preocupeis
jamais a justiça lhes foi uma questão
Importar-se-ão por quê?
hemácias de ópio
de cor condensada
betume que desce
na noite gelada
em banhos de náusea
em rinhos de nada
bezzerros ocos suturados
saturados de fórmica
filhotes-carbonetos
de brancos e pretos
brancos de tão pretos
e pretos
***
já eu tão preto de tão cinza
sem cinzas
veias pardas
***
a miséria entranhará vossas narinas podres
pobres merdas incoerentes!
furúnculos de tuas tetas leprosas
vosso rabo necrosado!
feito vossa cara!
****
Culotes não anistiam calotes
nem calotas de carro
***
Souberam sempre meus motivos
minhas razões
minhas justificações
***
Mas justiça nunca lhes foi questão
logo não farão questão:
vossas crianças se consumirão
***
Consumação em tormentas tenebrosas
a carne em pólvora
apavoradas
apolvoradas!
***
Lembrar-se-ão pra sempre
***
vossas crianças...
vísceras cozidas nos próprios ventres
e nem mesmo saberão o que são ventres
só vísceras
mas já cedo e tarde demais
como vós a justiça
a dança da balança
o eterno-retorno
FELLIPE KNOPP,
Ateu

domingo, 9 de maio de 2010

VÉRTICE

quinta-feira, 22 de abril de 2010

VÉRTICE

Não faça caso

justificar teus atos

por mero acaso

Não faças de teus desvios

erro ainda mais crasso

não desgraço!

Não me mostraste

do que não soube por mim

Se a coincidência que me atentou

vos irritou

foi ao ver que eu já estava atento

Não fosse assim

a coincidência não me seria percebida!

Foi percebida

ao atestar minha atenção

até a mínima alteração

Só não há coincidências para histerias e desatenções!

Mas o que se revela na coincidência pode ir mais além

pode até revelar [Outro caso

a repetição sistemática do Sujeito

FELLIPE KNOPP,

Ateu