versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

quinta-feira, 30 de julho de 2009


"Aquele que tem ciência e arte tem também religião: o
que não tem nenhuma delas, que tenha religião."


Göeth apud. Freud in: O mal-estar na civilização. (Grifo nosso).



Não é uma crença mística que move necessáriamente um artista, mesmo quando elementos ditos religiosos aparecem relacionados no conteúdo de suas obras. O que move o artista é a idéia que se faz sobre, a partir das impressões que lhe afetam a intuição, em todos os sentidos.




FELLIPE KNOPP

segunda-feira, 27 de julho de 2009

MEDIA ESTATICISTA

mídia, média,
medéia
mediar uma relação
efetivar uma negação
o meio e o medo
não tenhais medo
o mundo
o ponto médio é só estatística
não é ponto senão de aundiência
ou anuência
quase nunca de coerência
ponderação? Alforjada
medíocridade a serviço de quase-nada
extra judicia de falácia
mordaz amordaça
as mordeduras de tantas trapaças
deixam suas marcas
no couro e na caracaça
na carapaça sem carapuça
a quem tenha vergonha na cara!


FELLIPE KNOPP

sábado, 25 de julho de 2009

LOQUAZEDO

Aqui por tudo que fiz
nada que quis
não pertenço a este país
este que nada me diz
o que me vês fazer assim
é o que sei de mim
por mim
posso nem ter dez casas ou sete vidas
trinta calças ou sabe-se lá quantos milhões
mas tenho inúmeros talentos
e uma honra
todas meus
sem espera do agora
da causa
ou da caça
a chuva se dissolve intémperas do solo
a colisão do alfabeta
aceleração das âncoras de cais imaginário
névoa compacta
a chuva brota da relva
onde habita a selva
sublevação de doses de nicotina
o descortinar da evasão
lástima-cal
cosmolito
farofa não é areia
faroleia !
tóxico-menta de pleromia
lixiviação afeto-circunstancivida
densa atmosferato cianeto
Didaskacos
kaos
cerol de fio de pipa-fuego
ceol das oras ogivais
urticurânio radiotelevisivo

Boom !!!




FELLIPE KNOPP

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PARAXITONOLÓGICO

Resma de tabaco aspirado
num violão de palha fina a
extensão almerengue mordaz
havia aquela indiazinha balzaquijoviana
mon pipebule saneia toda minha imaginação
clímax poéticointelectual
saltos titânicos ou colossais
a hora-rasante de helvécio em meu bolso
nem calixto nem canastra
nem canalha
Método!
Isso sim
após anos de dedicação algum proveito de mim para mim eu, altermeu (estrutura?)
Moi
Salubre
alguns vermes no lixojuntoàdegradaçãorgânicoética

onde: nem ética, nem estética nem etiqueta
"Est'ética"
ethos do ser-no-mundo
nós poucos
eles não
onde: eles não
inox de assepsia e rágua de vinil
souvenir de giz-de-cera
fósforos de butano

olhos de rapineiros e algumas ressonâncias visuais malditas
na atmosfera dos ares efêmeros do terror
a névoa de um retrato débil
Mas minha mente é São

bramidos fortiurnos flâmulacor das apregnações arredias amentalicalafoaltica
como resmuir esse conceito?
Je n'ai sais pas !

barrocas do coldre-barbárietilêno
alcoolimistas bulas de táblarcaica
vernáculo de cláusula perdida!


Daime de beber ao lado indiazinha!
Prazer perfoito
Merci!





FELLIPE KNOPP

domingo, 19 de julho de 2009

A COERÇÃO-VISUAL, UMA SARAIVA DE NÁUSEA

O odor é repulsivo, a cara hedionda! Lixo subumano, as olheiras mais parecem infladas, escuras feito sangue-pisado. Pelancas e rugas feito fresas esparramam-se pela cara: anta de ferraduras, caminha qual desse pinotes - capiroto de águas podres. Zumbi de papadas, tem a presunção criminosa de revestir-se de uma estopa larga, achando que tem algo a mostrar ao mundo. Ignorante por natureza, não tem o menor senso de rídiculo - gosta de assediar espuriamente gente jovem, para quem, sem sombra de dúvida, o aspecto amorfo de sua carcaça escatológica causava náusea visceral, a regurgitância era sempre iminente frente a ressonância traumática de tal imagem - a lagartixa de hematomas. Pútrida de caráter, a gosma que transpira na cara se assemelha a pus (se não o é!) - se houve feminilidade ali nalgum instante remoto, essa fora de ratazana ou de gambá encarniçado. Vais te mancar, choldra de bolo de merda, porque te atreves a poluir o espaço com vossa débil representação?! (Sorte minha estar de estômago vazio. Teria vomitado ao ter notícia de nojosa e virulenta subsistência patogénica). Esquistossomose ou lepra percrustada? [Rugas profundas por toda cara, a pele mais parece uma sanfona fechada!]




Os carbonetos são fichinhas !






FELLIPE KNOPP
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Alterado em: 07/12/2009 "[ xxxx]" , às 21:12, aproximadamente

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Garcejos


Nem choro nem vela
tampouco veleiros
lambes o sangue deitado
como imolação tenre
verteso breu nos ossos
vertiginomaníaca
escarrastes na mão cariciosa
agora...
fuligem ectoplasmótica
tanto cinismo
roucas de de bagaço boqueteiras
eis infrutos de vosso solo malsão
frente a si
tinheis orquídeas-raras
quisestes limbo de gigogas
cacarejeira
cheiro de garças!




FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 10 de julho de 2009

METANO DESTILADO. CHORUME NAS VEIAS

Breve conto

A Dalton Trevisan


O sinal matinal. A porta se abre. Seis horas da manhã. Sai aquilo com manchas grises na pele. Parecem sardas de lepra incrustada. No umbral outra choldra com cara de asno. Traz um pra mim também! Tá bom, vou trazer, responde a besta rugosa, com cara de papel crepom amassado. Sai aquilo. Com um pouco mais de atenção perce-se bem que usa fralda geriátrica sob a calçola bancarrota. A veiaca também. O cheiro prútrido da merda empastada empestia o corredor. Cheiro de bosta com perfume barato de lavanda e naftalina das mortalhas conservadas no armário. Um festival escatológico de odores e combinações desarmônicas numa estética grotesca. O velho acha que é agente de CIA ou algo assim. A xoroca pensa que tem mediunidade, banca a feiticeira de terreiro. Aquela imagem degradada lembra uma espécie de simbiose de coprofilia. Hematomas, quelóides, valas cutâneas... retrato da degenerescência, uma bitoca ligeira que se trocaram, embrulhou-me o estômago, quase regurgitei. Bichos horrendosos, remeti-me, por força do testemunho visual, à imaginação de uma cópula asquerosa entre nematelmintos - aquela imagem tinha cheiro, exalava um ar insalubre de carniça e latrina revolta. Quase um trauma. Aqueles, quase vermes- quase gente: muita náusea. Violência visual, crime estético. Ele volta com um embrulho. Cheiro de merda nas calçolas - um rastro de cacas no chão do corredor. Ela diz: a mesa já está arrumada, ele ainda no corredor. Ela na porta, com um batom vulgar sobre os lábios murchos cheios de vincos, parece uma lagartixa desidratada. Os borrões de maquiagem de viaduto mal utilizada estendem-se até a testa. As roupas, retalhos de pano-de-chão. Na cabeça, uma bandagem que mais parece um bolo de papel higiênico usado. Eles entram. A coprofagia é iminente.
FELLIPE KNOPP



esses cus leprosos de boçal...

Rasão-social

Ao Prof. Gilberto Felisberto


Não há males que vêm pro-bem
há males pára Bem
há maisleis para bons
há males: pára-bens
não há Malés

deus não é brasileiro
o sol não é brasileiro
eu tembém não

Razão parece não ser
brasileira


brasisneira


Felisberto ! Meu caro !
a Razão nunca será brasileira!
Nós é que não




FELLIPE KNOPP

domingo, 5 de julho de 2009

HONERÁRIOS E MANDOTÁRIOS

Ecos do congresso
ecas no progresso
coisa-pública e seus erários
SECRET [er] ários
peitas aos funcionários
o Est'ado dos perdulários
suplentes, serpentes, e caudatários
chefes-funcionários
cuidando do erário
[era uma vez ...
nunca cumprem seus horários
alto escalão
Sauto Escalado
funcionários cuidam do erário
fora do horário
pra garantir seus honerários


FELLIPE KNOPP

sábado, 4 de julho de 2009

A Instânsia D'Ausente no Essente ou Isso desde Logos


Sou eu aqui

a força da esfera

pedra de toque

o bicho da espera

a fera

a feira

a fera da espera

espora

às portas do agora

soturno e tacituro

o limiar das hora

o sangue gelado

que corre e que gela

atroz e trucida

tortura singela

o bicho das horas

afere

esfera

o sangue sólido da vibração grave da visão de mundo

significantes em simbiose na artéria

o arqueiro das sete artes

corpo elipse de antimatéria

eclipse

alçapão de evocações

método e autoindução

fiocondutor de eletro-ratio

eletroestética

seiva-plúmbea

a antipoesia do anticidadão

anticristo?

anti-isto!

Antes eu do que isso

a fome, a fera e o isso

psicoupisco

um anti-nada requerido ao fisco

as nuvens do solo em clara de neve

gemas podres



(.)



ópio desmemorável



fomemora teu aniversério



essa vida é uma piada



cócóricó:

disseram certas vizinhas





galinhas de rapina

em ramas de coprófilas de criadouro





a instância da madrugada na consciescência

ou a Verdade desde os seres das cavernas



a verdade não nos diz nada?

verdade: é totalitária!



lógica grafada em carne-e-osso



Não quero teu carrocéu

de hipocampos





Fellipe Knopp

quarta-feira, 1 de julho de 2009

18-01-07
Marca D’água

Ou sobre a lista-proibida


Está marcado
Está marcado
Está marcado
Totalmente insulado
Em nome da verdade foi ousado
E entrou para a “lista-negra” do Mercado
coitado(?)
Ousado
dificilmente será empregado
(mesmo com méritos comprovados)

Seus negócios serão boicotados
Fora até ameaçado
Por conta de seu desacato

a "contrabanda" e os confrades

liga e sindicato


e os arautos





FELLIPE KNOPP

Párias, Pátridas e Precá[tá]rios

Covardes são os mitos
mito é medo
infeliz de quem os cria!
lascam-se pedras
lustram-se cacos
criam-se deuses
não se vêem sintomas
forjam-se movimentos escalafobéticos
senhas e códigos
evocam ilusões
chamam-lhes Natureza !
A outras chamam religião
Não!
Depois de tudo !
Ninguém ouse chamar-me amigo
tampouco irmão
deste só tenho dois
já me são mais que suficientes
O maior arrependimento de minha vida
é ter sido brasileiro
pelo menos em caráter nominal
sinto-me escória: RG ...
Irmãos... ah!
essas pieguicíes não me afetam
os dois cossanguineos que tenho
me são mas que suficientes
Amigos?
quais se encontram no pantanal ...


Fellipe Knopp