versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

domingo, 31 de janeiro de 2010

NÃODEGAS

Não
derrrisão Verdade
moção mínima de uma palavra
com um só sem-sentido
Nada sem angústia
augustinado
angustinada
vazio desertificado
cheio de si
grande rebelação primordial

BOOMMMMMMMMM


FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

AUPREGNASSÃONTOSE

Rascquício

resquistossosmose

zamófilosophie

sintaxmático

taximática telecomúrias

aborissão

gabirosca

biga-rosca

moscascos os mordançam

maçandalhas saladinásticas

mochilhas e bandolinhos

algaravioletas

saleta salteaodores

serodaltos soltos ao sóton

soturnasnotas nostálginosas

sasoníferas ninferáceas rascasinhas

L'
oucos-raquíticos neurasteimosíacos!

__________



FELLIPE KNOPP

domingo, 17 de janeiro de 2010

CHANCELA D'ESCAMADA

Exulteis vossa canção

no enlevo indecisivo dessa escansão

Cada contra se contém

um ponto radical

se o sentido não evolui

ao cessar descontínuo

seu modo inapreensível de Ser

ter de se ver com esse haver

que transborda à falta de arestas

falta-se assim

mim]

Vive-se-morre até o fim

FELLIPE KNOPP

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O POETA

A respeito do fazer poético e sua indeterminação,
o Ser Poético e sua condição.
À quem possa entender

23-06-2002


Você me pergunta o que é Ser Poeta, eu te respondo:
Ser poeta é num dia de chuva abrir a janela
Entrar em casa e deixar a porta aberta
Fechar os olhos e enxergar o que nos cerca
É dormir, mas estar sempre em alerta
Ser poeta é querer
É tudo desejar e nada ter
É não ser bom, é não ser mau
Apenas Ser
Ser Poeta pode ser achar os homens lindos
e as mulheres maravilhosas
Despir-se de preconceitos
E quem sabe usar roupas rosas
Ser Poeta, meu amor
É não fugir da dor
É encarar o pavor
É não ter certeza
Apenas ver a beleza
De um novo dia que aflorou
Ser Poeta não é uma escolha
Mais um destino
É estar velho e sentir-se um menino
É ver as formas deformas diferentes
Achar semelhanças em coisas divergentes-
Ser Poeta não se entende!
O Poeta não é compreendido
Quando muito é reconhecido
O Poeta não tem um caminho
O Poeta não segue um sentido
Você me pergunta e eu tento explicar,
Mas não pode acreditar
Não tem a sensibilidade
De enxergar além da verdade
Mas que verdade é essa
A quem você tanto preza?!!
Eu tento e explicar
Mas não consegues assimilar!
Você se ri, debocha
Pensa que sou viado
Pergunta por meu namorado
Não compreende, não entende
Que o Poeta apenas é gente
Não é homem nem mulher
É um ser purificado!

FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Erro exático

Não foi um erro

Helvética

apaixonar-me por ti

se tinha que ter apaixonado-me por alguém

seria mesmo você

[a pesar já do que não fiz

você, helvétika que não me quis

a pessoa certa pra eu saber

de tudo mais além

que não devia mesmo

ter-me enamorado de ninguém

além de mim

a melhor relação de todas

do início ao afim

é justo então que seja assim

quase tudo se degrada

até por ações alheias

maliciosas

qual tua imagem desbotada

agora

com gente perniciosa

Paroxítonos disjuntivos de um velcro desfiado

a soma absurda das sombras binárias

medonhas furtivas de ransos recrusdecidos

mas é sempre possível reconhecer as diferenças

entre o queijo e o mofo

entre o alho e o espantalho

e a ilusão

FELLIPE KNOPP