Não 
derrrisão Verdade
moção mínima de uma palavra
com um só sem-sentido
Nada sem angústia
augustinado
angustinada
vazio desertificado
cheio de si
grande rebelação primordial
BOOMMMMMMMMM
FELLIPE KNOPP
Este se pretende um espaço destinado a exposição de produções poético-literárias e crítico-filosóficas.Pretende-se ampliar os horizontes do pensamento e do fazer poético, bem como problematizar deliberadamente suas proposições inerentes, de tal forma palatável e prazeroza para quem produz e para quem lê. O que se verá é mais que uma espécie de "poesia de artesanato".Mas tamBem
Exulteis vossa canção
no enlevo indecisivo dessa escansão
Cada contra se contém
um ponto radical
se o sentido não evolui
ao cessar descontínuo
seu modo inapreensível de Ser
ter de se ver com esse haver
que transborda à falta de arestas
falta-se assim
mim]
Vive-se-morre até o fim
FELLIPE KNOPP
Não foi um erro
Helvética
apaixonar-me por ti
se tinha que ter apaixonado-me por alguém
seria mesmo você
[a pesar já do que não fiz
você, helvétika que não me quis
a pessoa certa pra eu saber
de tudo mais além
que não devia mesmo
ter-me enamorado de ninguém
além de mim
a melhor relação de todas
do início ao afim
é justo então que seja assim
quase tudo se degrada
até por ações alheias
maliciosas
qual tua imagem desbotada
agora
com gente perniciosa
Paroxítonos disjuntivos de um velcro desfiado
a soma absurda das sombras binárias
medonhas furtivas de ransos recrusdecidos
mas é sempre possível reconhecer as diferenças
entre o queijo e o mofo
entre o alho e o espantalho
e a ilusão
FELLIPE KNOPP