versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

SETECISMO

19-04-03


Registro: 286.540 Livro:518 Folha:200




A William Knopp, meu saudoso pai



Às vezes a dor nos apanha
Há dias em que a vida parece estranha
Há tempos em que o tempo parece astuto
Há horas em que a vida está de luto

Há vida na vida das pessoas?
Há boas coisas nas coisas boas?
E aqueles que esperam por tantas coisas
Será que não esperam por tanto à-toa?

Nos dias de angústia meu eco ouvi
Minhas carnes tremiam, o pranto engoli
Minhas mãos sacudiam, a cor eu perdi
Meu sangue gelava, nas veias senti!

Era medo,
Medo de mais uma vez não ver a saída
De todas as chances estarem perdidas
De todas as forças estarem rendidas
De estar combatendo em uma “luta renhida”

Por mais que soubesse ter qu’ir, num instante
Tive medo, era apavorante
Por mais que soubesse quão era importante
Eu quis passar o cálice adiante

Quem tem a magia da vida eterna que me tire do sofrimento!
O grande poder da magia é o desconhecimento!
O poder que traz alívio está na inocência
E a mágica da magia na falta de ciência

Também participo contigo
Contigo faço comunhão
Também já bebi desse vinho
Também já bebi desse pão

Também já senti as chagas no corpo
O peso que carrego da vida me parece demais
Por que não termino nada sem ficar com a sensação
De deixar tanta coisa pra trás

Feri-me e sangrei com teu sangue
Andei, pois, levado em teus passos
Senti me passarem as estacas
E vi os buracos nos braços

Me envolvi em teu ideal
Agarrei-me aos sonhos que lavras
Talvez a única coisa que ainda me emociona
É ouvir tuas palavras

Assumia sabendo do preço
Sabia o quanto era difícil
Todavia não estava pronto
Pra hora do sacrifício

Sentia o sangue escorrer
Os irmãos pranteavam tal sorte
Sentia a dor do saber
Derramava a alma na morte

Cada palavra falava com lagrimas
Cada verso com sangue escrevia
Por chagas formavam-se as páginas
Dissertava o horror que se via

Prefacio de sua descrença
Prenunciava sua sorte
Por tal decretava a sentença
Da descrença à sentença de morte

Soluçava olhando calcado
Seu destino já sabia
Ninguém mais estava ao seu lado
E o espírito rendia

E o espírito rendia
E o espírito rendia
E a voz ofegava
E o corpo sentia
E as pernas andavam
E as chagas doíam
E o espírito rendia
Ninguém o sabia



FELLIPE KNOPP,
Ateu

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

FLORES AO VENTO

Registro:271.717 Livro:488 Folha:377 [FNB/EDA]
29-08-2002


A minha amiga (e ex-psicanalista) Betty Grinman




Na distância o pensamento,
a dor que há tanto sentia.
Tristeza a não revelar-se,
no coração, então, se esvairia.

Afixionava-se noite e dia,
permeado pela melodia.
O tom grave feria-lhe adentro,
labor e melancolia.

O tempo suas moléstias;
gotas não se precipitam;
marcado a ferro e fogo;
os membros, pois, se lhe agitam.

Temor ao que estava adiante,
a dor que há tanto um problema.
Pulsava veloz e constante,
irresolutível, tal, seu dilema.

Palavras levava consigo,
como pedras afogueadas,
as conhecia como ninguém,
e o vindo e suas ciladas.

A dor, que há tanto, um segredo,
Há muito era medo do nada,
Agora nem nada, nem medo,
Nem dor, nem amor, nem palavras.


FELLIPE KNOPP

PINOTES

Pensas saber sem ver
pensas que não precisa ver pra crer!
saiba não ser sufciente nem mesmo ver
"São Tomé" viu
mas a dúvida persistiu
queria de fato saber
o mais próximo fora tocar
para crer
pensar saber
Mas você afirma coisas que não leu
Aquele o engodou
e você se deu
Introjetou-lhe a mentira pelas costas
você nem viu e creu!

Um salto de burríce!

FELLIPE KNOPP

domingo, 21 de fevereiro de 2010

ARCABOCLO

não...
Grão de voz
sem dilema
não lanceis pérolas aos porcos!






FELLIPE KNOPP

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Aporão das guarnições

ou a espiral descendente do inferno

Tintila

relva maldita

canareiras empoçadas

é leve o ar que leva o doce às narinas

cólido

enjoativo dos átrios

aos pulmões

zona tórrida do âmago

brotos de vísceras solutas

leve é o doce

ar intempestivo

rubrante

a valsa de morte das estrelas

Stella

Salete

Canaleta

embruscarrada de coágulos sentimentais

mucosa áspera das doutrinas coronárias

abstortas

indiferença visceral

sagrado-sentimento

O ar leve condensou-se-lhes nas narinas:

monções!

sem alusão?

Azulão coagrulaudo

as estrelas zombaram num balé infernal

outrora

cornetas-vagabundas

sinfonia espiral

[esperial?

aporão de caraçocas

vai a moça em teias de aranha

rodando yo-yo

ao olho do furacão

acomete-se de um pranto

sem prato

sem patota

nem patavinas

ou luxúria

Não vem além

não fora

sombras de 1 kg

no mel pneumático

sem solitude alguma

nenhum destroncamento nem ossos de galinhas

se decobriu precocemente todas cínicas

valores

rebarbas de livro morno

o ranger sustenido do silêncio da noite

pedra de cal

num lote baldio

ranger

Cautério translúcido das agonias exacerbadas!

FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

SUBIMUNDOS

Bordas camélias

em pano de prato

pratas ocos

ocasião

bordesejo

pratileiras

saco-vazio

insaço

insosso

prateirogenese

pruteiria

pára-prato

SUBMUNDANO

FELLIPE KNOPP