versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

terça-feira, 29 de março de 2011

Rapsódia ao meio-dia


Se vais partir
não posso impedir
não o faria ainda que pudesse
não deveria ainda que quisesse.
Rasga-se o véu da noite
sempre que a lua desce
Brota a luz do solo
pois que a aurora se reconhece
dos raios que queimam a pele
e ao rosto interpele
quando o Sol amanhece.

Devaneios da madrugada além do alvorecer
pendor das emoções vitrificadas derramando-se em você
vitrificadas em moldes polidos a que se pode ver
vendo e se queimando em seu cautério e sem por quê

Arde a couraça de pedra
se talvez sentir sim
à tua dispensa medra
a dispensar teu cuidado assim
vi-me tanto em você
quanto podes ver em mim

Mais um segundo
mais um cuidado
mais uma saudade

Mais um cigarro
um pigarro
uma conversa
uma controversa

Mais um signo pra que se arrependa da ilusão 
que nunca se engana!
À fantasia a encarnar-se naquela semana


FELLIPE KNOPP

segunda-feira, 28 de março de 2011

NÃO É TAMBÉM UM SEPULCRO?


Duplicar uma imagem não é reproduzir uma alma
não repetiria minha vida
como não substituíria cada perda pelo mesmo
cada perda é tão singular como cada ente
cada perda é tão diferente a cada vez que se sente
a mesma que se difere em cada repetição
à cada perda só pode haver Outra.
Não me importo muito -
imagino cada imaginação que penetra o recôndito das mentes
cada luxuria e cada sentimento mesquinho
e não me assusto embora me irrite às vezes!
Não perco mais do que tenho:
Minha vida se perde enquanto vivo
morrendo e me perdendo a cada vez que repito
Sou eu mesmo que me encontro, vivo

FELLIPE KNOPP

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sondineta de vênus

Não se meta em minha vida
não vou adaptar meus gostos em função dos teus
como junta conversível
de um esquema incompreensível
sacrificar-me a teus caprichos, antes os meus
caprichos por conta
não conta aquém
sacrifícios por caprichos
faço até uma ponta
a quem me faça bem
não faço pra quem queira
antes de perder a conta
do cinismo que afronta
entre tantas quimeiras
de sombras sorrateiras
vejo despontar alguém:
meu bem vê o que e à quem
pra não se perder no vazio
em fretas de riso mesquinho - 
se equivale a voltar-se a ninguém.
Do despojo que aqui se tem
inclinando-se ir mais além
por vontade de alguém pra alguém
se equipara a ser-também
Meu bem

FELLIPE KNOPP,
Ateu

terça-feira, 15 de março de 2011

Ilustração indefinível


Eu sou
um pouco singular
no todo peculiar
as vezes insular
também a dialogar
aquele que as vezes fica
e por ora sai
um pouco minha mãe e um pouco meu pai
quase tudo é vão
em esquecer de mencionar
que sou também um pouco meus irmãos
mesmo com a diferença de anos
as vezes sei ser não apenas simpático
mas tacanho
sou um pouco tudo aquilo que conheço
como também estranho
x da mãe, y do pai
sou este que está agora
feito também do que ficou pra trás
sou eu na medida certa
mesmo com o que é demais

FELLIPE KNOPP





terça-feira, 1 de março de 2011

A Folia das proposições


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Reclamas do que fiz
recoberto frente teus olhos
o brilho opaco avessado do que faz
bem diante de teu nariz
longe de tudo nada é demais
ao não reconhecer-se a si mesmo
a desdita ojbetiva que em ti mesmo
lhe apraz
ao ver de fora requerente, em ti
aquilo que você não quis
despautério insano
quem não sabe o que quer
também não sabe o que diz!

FELLIPE KNOPP