versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Órbita plurissingular

Dedicado às respectivas memórias de Guy Debord, e Jean Baudrillard



Todo ano se anuncia
nasceum
alguém faz aniversário

Nascem singularidades
totalidades incompletadas

sciclolaridades
unidades plurais

Não se despojam singularidades
suas semelhanças são imcomparáveis

todaparte
difracionário

todos partidos
apartidiários
parte de meu dia

Não se trocam identidades: identificam-se!

Não há igualdade a um mínimo desvio
a diferença produz algo mais: semelhança

Palavra é diferente da coisa-viva!

O maior tecido do corpo não revela intenção alguma
órgão-carenagem

Não se passa ao lugar do Outro:
eu vou à outro lugar

parte de um todonão-fechado

E o Pensamento

Universo particular

múltiplas variáveis infinitesemais
Quem sabe ao certo o que sonha?

Plurivariantes dicotomizadas

Indentificam-se as diferenças

Anunciação do incalculável silêncio orbital

FELLIPE KNOPP

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A terceira margem do abismo

Nos dias atuais já não se justifica falar em "poesia marginal": a Poesia mesma é agora marginal. O resíduo da produção dacantado na vida social é marginal. A produção acabou e com ela o próprio fazer poético, amiúde, tornou-se uma atopia. A Poesia faz-se extemporânea de si mesma porque tudo que se chamava por produção tornou-se anacrônico. A Arte é um trabalho, mas como todo trabalho social, foi anulada pela revolução do código na reprodução dos signos da produção. O lúdico da poesia já não consegue promover nem ludismo às impressões receptoras mais incômodas.


FELLIPE KNOPP