versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Arestas luzernas

Minha casa não é tua


meus livros não são teus


meus saberes não são nosso


nossos amigos não são só teus


meus sintomas são meus


não são meus e seus


suas são tuas coisas


aquelas de que nada me deu


se porventura mas desses


seriam aquelas algo já meu!


Não são teus os meus vocábulos


são da língua que no mundo recebi


com essa língua no mundo em que nasci


meu repertório que existindo constituí.


Minha história não é tua dádiva


é dádiva do que é com que vivi


se há semelhanças ou coisas em comum


é apenas porque é


no que posto reconheci


a instância do saber não é um lugar


muito menos esse suposto lugar é teu


meu saber é com a língua que eu falo


no que comunica diferente


não é teu também o que calo


se no que há em comum


já são todos ou nenhum


minha minha casa


meus meus livros


meus saberes meus saberes


tua tuarrogância


não ponha cercados no que não são tuas instâncias!



FELLIPE KNOPP





domingo, 27 de dezembro de 2009

MANDALATO

O Silva
na selva
medonho
na relva
um manto
sem Santo
um brado
sem canto
sem cantico
sem júbilo
e sem degraus
tua escada
escaldada
de cada isca ...
manto na relva
sem santo na selva
onde já si vil!
harpa desafinada
da serafinada do trono
Silva a serpente
foste um eleito neurótico
mas agora um pagão perverso

FELLIPE KNOPP,

Ateu

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

POERSEGUIDO

O mundo-não-acabou

nem os mundos

num só natal:

um só cristo não fazem uma "Nova-Jerusalém"

fazem-Além

o mundo-não-acabou

nem o Poeta morreu

Poetas sim são eternos

desde que eles mesmos queiram

não é necessário sentimentos

se é dom não-vem de deus

não é necessário sentimentos

É POESIA QUE SE SEGUE

[também

FELLIPE KNOPP,

Ateu

sábado, 19 de dezembro de 2009

LAMALMÁ


O breu está na rua,


na alma e na lama


em volta da mala


onde está a alma


enlamiada


enlAlmiada


a cegueira a tudo alcança: nada quer ver


Libra deturpada


ascese de bacanas


pseudoascese


pseudobacanas


sou jovem e tenho calos


insensíveis


Calos são cicatrizes amalgamadas


Não tenteis sensibilizá-los


Já foram feridas cruas algum dia !


Já foram Nervo-exposto ao breu clangoroso do Sol


Foram teus velhos indolentes em si mesmos: não é minha culpa!


ascético é meu calo!


Nervos austeros


Já tive fome de adulto


Sendo menino recebi comida de criancinha


aprendi a cozer! uma papa inchada de meu voraz estômago!


Serão sempre tuas crianças infantes: não é culpa minha


vosso espelho


jamais viram o deserto


minha couraça é a própria pele que curti


não m'ambicioneis !


das flores não tive o tempo


de vossos ingênuos diários de normalismo Secundário


Teus 20 anos foram aos meus 11


nababesca-insolência de vossa cobiça sordida!


Eldoro-de-tolo


Não vos sou indulgente !


se vossas futilidades vos consumiram todo tempo útil


O meu não consumirão


porque estive alerta o tempo todo


desde moleque!


adormecerdes em berço-esplêndido


e agora alcovam ratos


brincaram sempre sem porvir


Vermes de madrugada!


Multidões de Covardes!


Jamais souberam a autoinvestigação


sem anistia!



tem a balança de se equiparar!



FELLIPE KNOPP



sábado, 12 de dezembro de 2009

EU INTERIOR, O ESTRANHEIRO

Gostam de Big B... invasão de privacidade, querem sentir-se "íntimos"? Querem algo vindo do meu interior? Comam minha merda e bebam minha urina que vêm de dentro de mim (M. Fonseca: outras situações) - participareis, assim, de minha "intimidade". E é democrático, está disponível a todos, basta fuçar os esgotos.


FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A LUA NÃO FAZ O CÉU

Choraste teu soro-vertigo
cínica condolência
sotêrro ossuário
todas indulgentes fingindo chorar amor
lágrimas de colírio
requereis o que nunca destes
e jamais quiserdes
tendo sempre
não foi ira
foi glaciação
a cruz não matou ninguém
foi um beijo!
Negativo
catéteres de turbina
carburação de cata-ventos
quiserdes amor?
falaste de dor
pisaste meus átrios!



FELLIPE KNOPP