versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Auditoria geral

Se acaso o que eu precisar
eu lhes arrancar eu, com a mão
podeis vós notar
como me deveis
não será dívida,
mas dedução
repareis
a equação (?)

FELLIPE KNOPP

sábado, 23 de outubro de 2010

[Cava-dor do in-finito]


"Ed. Murphy"

dISPUS ESTE POEMA SIMBOLISTA DE CRUZ E SOUZA, PARA MIM, O MAIOR POETA BRASILEIRO. eSTA BELISSÍMA OBRA TRADUZ DE FORMA EXCELENTE O QUE É A LÓGICA DO DESEJO COMO ELEBORADO PELA PSICANÁLISE, E TAMBÉM SE EXPRESSA COMO SINTOMA A SUA MANEIRA MAIS EMINENTE PARA LACAN.

"cAVADOR DO INFINITO"

CRUZ E SOUSA

Com a lâmpada do Sonho desce aflito
e sobe aos mundos mais imponderáveis,
vai abafando as queixas implacáveis,
da alma o profundo e soluçado grito.


Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito
sente, em redor, nos astros inefáveis
Cava nas fundas eras insondáveis
o cavador do trágico Infinito.


E quanto mais pelo Infinito cava

mais o Infinito se transforma em lava
e o cavador se perde nas distâncias...


Alto levanta a lâmpada do Sonho,

e com seu vulto pálido e tristonho
cava os abismos das eternas ânsias!
Fonte: www.dominiopublico.gov.br

De Outro sonho da Razão ou um poemétodo hiPoético-dedubtivo

Vão brincando
os homens vão como
deuses em seu coração
personificando o método
se divertindo com a indução
que leva à generalidade
a partir da individuação
ou de uma forma genérica
a interpelar e seduzir
que inclina em seus auspícios
de Razão
uma mente a-tenta a deduzir
alhures como aqui
acolá
mudam os movimentos
para ludibriar
pra que se não possa determinar
como ou quê
em cada instante
rotação sincrônica
com seus fantoches
mudam de modus operandi
como o dúbio da prova
na falseabilidade ou mero achismo
ou "paranóde" iluminado
num iluminismo tardio
querem na verdade
a imagem de um doentio
quando já agora pensam que tudo se recobre
por trás das intenções capciosas
de um poema de rima pobre
malogre!

FELLIPE KNOPP


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Mal-radical



A primeira especialização
do mundo
a especialização do poder
tem essa mais a ver
com perder
do que ter
a especialização da morcelação
do corte
intimamente ligados
seja urânio, faca, ou antimônio
num diabólico trinômio
inteligência, poder e morte
conhecimento
incidir ou deixar levar
ao perecimento
coisa torta-corta
aquilo que no mito jaz à porta
o poder do sangue, da ferida, do corte
todo conhecimento que gera poder em seu mote
é sobre a especialização da morte
é o normal
infernal
o objeto do conhecimento é e sempre foi o mal


FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Comutação subliminar


Comutação subliminar e adequação morfossintática: a intersecção repertorial transindivíduo.
Afrouxa-se o recalque,
abre o input,
elabora-se o estímulo,
que sai no output.
Sai como pode
fiz como pude.
Nada se refina àquele que é rude.
Busca em sua quiquilharia,
o que lhe tenha valia,
para corresponder o mais próximo
do dado qual não sabia;
lhe atravessa à revelia,
o Outro lhe a-parece como magia,
no que não (A)visa:
tem que compatibilizar o verbo
que não se familiariza!

FELLIPE KNOPP


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cantos, contos, canetas, e canalhetas


Não sou político;
não sou ladrão;
não sou funcionário público;
[não tenho colher de chá
não sou marajá;
não sou judiciário;
não sou prevaricário;
tudo aquilo que aqui se viu
foi aquilo que este que vos escreve produziu
sozinho, Viu!
não sou babaca
nem vil!
nunca ninguém me deu nada
vamos acabar com essa palhaçada
(não me useis em vossa trambicada
de publicidade falsa e malgrada)
nem relógio trabalha de graça
não sou parasitário
e nem caio em conto de vigário
(não sou otário)
Até breve
estou no meu horário
já que nunca recebo nada vindo do erário
(nem vicgário)

FELLIPE KNOPP

sábado, 9 de outubro de 2010

"Tempo para compreender"

"Deixe que os seus julgamentos tenham a sua evolução natural, silenciosa. Não se oponha a esta evolução que, como todo o aperfeiçoamento, deve vir do âmago do seu ser e não pode suportar nem coação nem pressa (...) É necessário deixar cada impressão, cada germe de sentimento, amadurecer em si, na treva, no inexprimível (...) Ao simples fiéis, a Arte exige tanto como aos criadores"

(R. M. Rilke: Cartas a um jovem poeta, III).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Farolas e bordéis

Sonho de uma madrugada [?
passada
em claro
faróis psicológicos
passados a limpo
passando a limo
do limbo ao rizoma
é hora de acordar?
sem dormir
com dormência
sem acordo
ou acorde
vou tomar um café:
em qualquer padaria deste país                        


se paga o sonho com o real





FELLIPE KNOPP