Este se pretende um espaço destinado a exposição de produções poético-literárias e crítico-filosóficas.Pretende-se ampliar os horizontes do pensamento e do fazer poético, bem como problematizar deliberadamente suas proposições inerentes, de tal forma palatável e prazeroza para quem produz e para quem lê. O que se verá é mais que uma espécie de "poesia de artesanato".Mas tamBem
domingo, 22 de abril de 2018
quarta-feira, 18 de abril de 2018
domingo, 25 de março de 2018
Nebulosa de éter
Nebulosa de eter
Translucido nao sou como raio da estrela dalva
Nem revelo à antitese minha intimidade
Disfarçando a obscuridade
Com breu sobre relva calva
Que a in-verdade radical das trevas recobria
Tenho a aura plenamente sombria
de dificil legibilidade
Com evidencias de improperio
Tentam lançar falso esclarecimento
Ao crepusculo de meu mistério
Desafio ao conhecimento
Que o grão recolhido à polpa
Oculta
Desde o seu princípio
Se implicando em cada ente
Que leva seu resquicio
Evoluindo, consistente
Cujo inventario
Que a sabedoria consulta
Contempla, honorario
Seu vernáculo coerente
incognita atmosfera
de seu santuario
Cujo esplendor espera
Cada Mandatario
Ao proposito para o qual concomita
Como elo de uma corrente
Infinita
Fellipe Knopp
Translucido nao sou como raio da estrela dalva
Nem revelo à antitese minha intimidade
Disfarçando a obscuridade
Com breu sobre relva calva
Que a in-verdade radical das trevas recobria
Tenho a aura plenamente sombria
de dificil legibilidade
Com evidencias de improperio
Tentam lançar falso esclarecimento
Ao crepusculo de meu mistério
Desafio ao conhecimento
Que o grão recolhido à polpa
Oculta
Desde o seu princípio
Se implicando em cada ente
Que leva seu resquicio
Evoluindo, consistente
Cujo inventario
Que a sabedoria consulta
Contempla, honorario
Seu vernáculo coerente
incognita atmosfera
de seu santuario
Cujo esplendor espera
Cada Mandatario
Ao proposito para o qual concomita
Como elo de uma corrente
Infinita
Fellipe Knopp
sexta-feira, 28 de julho de 2017
LIBERTAS
11/2004
Meu projetos foram mutilados
Minha voz calada
Meus membros ultrajados
E não me deixarão nada?!
A terra está destruída
Meus grãos não vingarão?
Como está minha vida
Não me calarão
Tentam coagir-me
Mas não vou me acovardar
Faço meu destino
"viver é lutar"*
Dedico minha vida
Ao princípio que seja maior
O sangue, a força, a lida
A vida agora, e melhor
Que um sorriso volte
um discreto brilho no olhar
"capatazes" me soltem
Que eu possa andar
Ao homem que faz sua história
Não há nada que dela o prive
Pois sempre haverá heroísmo
Ali onde um dia foi livre
A voz sufocada na alma
Com o ímpeto da verdade
explodirá quando provocada
Em gritos de LIBERDADE
FELLIPE KNOPP
* Canção do Tamoio. Gonçalves Dias.
Leia mais em: http://webartigos.com/artigos/libertas/40039#ixzz4oB0Ux8AD
Meu projetos foram mutilados
Minha voz calada
Meus membros ultrajados
E não me deixarão nada?!
A terra está destruída
Meus grãos não vingarão?
Como está minha vida
Não me calarão
Tentam coagir-me
Mas não vou me acovardar
Faço meu destino
"viver é lutar"*
Dedico minha vida
Ao princípio que seja maior
O sangue, a força, a lida
A vida agora, e melhor
Que um sorriso volte
um discreto brilho no olhar
"capatazes" me soltem
Que eu possa andar
Ao homem que faz sua história
Não há nada que dela o prive
Pois sempre haverá heroísmo
Ali onde um dia foi livre
A voz sufocada na alma
Com o ímpeto da verdade
explodirá quando provocada
Em gritos de LIBERDADE
FELLIPE KNOPP
* Canção do Tamoio. Gonçalves Dias.
Leia mais em: http://webartigos.com/artigos/libertas/40039#ixzz4oB0Ux8AD
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Você dói em mim
30/12/2007
Tenho-te
Não em sonhos
Mas em delírios
E delírios são a agonia insistente
De um desejo abortado
Fellipe Knopp
_______________
Da obra "Prelúdio em sete sonhos..." - Outros poemas: Janeiro, 2008. Não publicado. REG:422948
Tenho-te
Não em sonhos
Mas em delírios
E delírios são a agonia insistente
De um desejo abortado
Fellipe Knopp
_______________
Da obra "Prelúdio em sete sonhos..." - Outros poemas: Janeiro, 2008. Não publicado. REG:422948
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Canção da tramóia
Não me confunda à tua laia
de lacaia
à qual satisfeita lida
junto à escória
distinto do que afirmas
com pseudo-rimas
não abdiquei da vida
tentando entrar pra história
Reivindico todo galardão que me cabe
em minha resistência ativa
que bem o sabes
debulhas mentira à tua senda
à falta de alternativa
que deixam tentando forjar lenda
à solene ilusão que desdito
dessa mitomania de trolha
nada fiz almejando mito
heroísmo foi falta de escolha
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Psicoses e Psicodélicos
Rio de Janeiro, 19 de novembro de 2004.
Tua imagem transfigura
Tua imagem transfigura
Alucinação
Contorço os membros
Convulsão
Invento meu mundo
Delírio
Vultos e passos
Perseguição...
A verdade me escapa facilmente
meu amor é o que tenho de mais real,
vou experimentando a solidão
em todo seu mal,
até que se degenere, completamente,
meu Sistema Nervoso Central
Fellipe Knopp
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
Ex-canção de meia vida
O que pretendeis pois
bazófia ignota que se cumplicia?
Ruminar taciturno entre baratas depois
supondo tua cantiga esfarelada profecia
com tuas palavras não determina
a ordem do porvir
com tua bravata que rumina
entre o pus que lambes e o devir
Posto que nada produzes
nada tens a apresentar
senão essa balbúrdia que conduzes
e que a nada vais te levar
ao te cegar às luzes
de quem deveras tem muito a mostrar
do mofo que amassas teu bolo
o debulhas antes de assar
na intenção de ocultar o dolo
dos ratos com quem te deitar
servindo-se de rapina e lodo
entre o lixo e a sala de estar
te esgotas em lama por todo
com as patas à mesa do jantar
tua ferida a vazar
pela chaga que escorre da boca
de teus lábios e os quais foi beijar
aos vermes feito cachorra
da mixórdia teu pus destilar
FELLIPE KNOPP,
Ateu
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Sementes de um vulcão estético
Fiz meu mundo surgir
onde não havia nada
Fiz meu brilho resplandecer
das trevas que me foram dadas
Fiz minha semente germinar
pisadura de terras em brasa
Fiz o jardim brotar
no cimento duro de casa
Fiz minha vida florescer
onde até água foi tirada
onde não havia nada
Fiz meu brilho resplandecer
das trevas que me foram dadas
Fiz minha semente germinar
pisadura de terras em brasa
Fiz o jardim brotar
no cimento duro de casa
Fiz minha vida florescer
onde até água foi tirada
Amei minha própria carne
quando atenção me foi negada
Vi meu dente ranger
à própria ira sufocada
Bebi de meu próprio tutano
quando não havia mais nada
Quis-me reconhecer
quando à luz apagada
já não quando durmo
mas porque finda a madrugada.
FELLIPE KNOPP,
Ateu
domingo, 15 de janeiro de 2012
Penumbra da lua rubra
Sopro de abismo
pavão de falsa misericórdia
fosso de ossadura
cal e vento de discórdia
Sussurro vertigo
desalento revertido
augúrio de fio despido
teu pólo invertido
do ultimo cais ao precipício
reflexo encapsulado
subjeção oscular
obedece à escoria e porque quer,
logo, meu ente não é
se titila morso à penumbra de escombros
clave ferida sobre os ombros
que a madrugada destila teus assombros.
pavão de falsa misericórdia
fosso de ossadura
cal e vento de discórdia
Sussurro vertigo
desalento revertido
augúrio de fio despido
teu pólo invertido
do ultimo cais ao precipício
reflexo encapsulado
subjeção oscular
obedece à escoria e porque quer,
logo, meu ente não é
se titila morso à penumbra de escombros
clave ferida sobre os ombros
que a madrugada destila teus assombros.
FELLIPE KNOPP,
Ateu
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Dis'sensual
Sou um bacharel em comunicação social e poeta: fui preparado para pensar a linguagem em quase todos os seus principais aspectos - formais, ideológicos, estéticos... enquanto analista de comunicação me interessa entender as codificações dos discursos (formalização) e os efeitos ideológicos da circulação da mensagem mais do que o conteúdo narrativo. Enquanto poeta me interessa prostituir esse código pela retorção da forma de expressão gerada por uma sevícia perversa ao Significante, cometer adultério e fazer uma orgia de significados nos puteiros do sentido.
FELLIPE KNOPP,
Ateu
sábado, 10 de dezembro de 2011
Caquígarfo
Caquígarfo
Não vivo de engolir vento
nem de inalar fumaça
que exala do meu cigarro
não me proponho a aturar pirraça
entre noites e cachaças
não estou aqui para mancar me arrastando lento
entre crianças à minha idade
em rasto imaginário de carro
de brinquedo camuflado
nem para erguer monumento
para lacaia de flatulento
que se arregaça a um só momento
ao comando de dedo estalado
a perder seu próprio advento
entre porcos e fraudulências
pior qu'essa vil eminência
ingerir-se da própria excremência
é ter desperdiçado meu tempo
e com este minha paciência.
Há muito se foi nossa adolescência!
Mesmo lá já mostrava boa diligência
Tenha um mínimo de decência
se for esperar demais um pouco de inteligência
Não lhe terei mais anuência.
FELLIPE KNOPP,
Ateu
Postado por THEORIKÓNDOXAS às 01:52:00
Sobre amor e transcendência
Autor: FELLIPE KNOPP
Quando duas pessoas se encontram em momentos importantes da vida, após um longo período de travessia do deserto, despertam em si, têm uma tendência de ascender o espírito a um plano de elevação em que prenúncios de uma perfeição vindoura fazem-se sentir, um desnorteamento que se presencia através de uma realização simples, mas plena, pura e tênue, num estado em que a alma despende toda sua força na suspensão desse momento sublime, pelo que encontra completude, independente de todas as lacunas e complicações que se dispõem ao em torno da figura-de-transcendência, da pessoa amada. É um momento em que as almas sentem-se livremente arrebatadas, num magnetismo estranho que empreende sua energia em fundi-las completamente – uma vontade não de estar com o outro, mas de ser o outro e de se perceber como si mesmo vendo o outro e sendo o outro, sem deixar de ser si próprio.
Nesse instante a alma encontra conforto requietante e prazer álacre diante de olhares entrecruzados, augures, por quais, a providência do destino possibilitara uma excitação inefável, que obtém saciedade no semblante terno e incandescido do outro, a quem se destina o desejo etéreo por perfeição.Tal experiência é sucedida por um instante de pura abstinência e solidão no espírito, momento em que o silencio é imperioso, na ambivalência da alma – ela então se encontra em seu momento de maior força e fragilidade, ocasião de maior expectativa e despreparo – há uma tendência à transcender a experiência ao estágio de perfeição do espírito, e há o medo de que por algum motivo tudo se ponha a perder.Como a experiência, no interior da alma, encontra momentaneamente um sentimento de satisfação quase plena, o movimento sensível em direção ao outro é desmobilizado, adiado, ficando o amor alojado num refúgio onde é aquecido e alimentado, no interior da alma, em puro pulsionamento e latência.
A figura de amor, a pessoa do outro, é tomada como ícone – marco dessa nova fase, desse novo amanhecer cujas vicissitudes se dão a perceber nos mais ínfimos ruídos do ciscar dos pássaros, nos tímidos feixes de luz que perseveram em transpassar as cortinas de folhas verdejantes, por onde caem as gotículas condensadas do orvalho.A pessoa do outro é identificada como uma doce recompensa da vida, após tanto desespero e sofrimento, quando da árdua e fustigante travessia do deserto – a pessoa amada é tomada como as terras do paraíso, sua boca é um manancial, de onde escorre mel e água doce a saciarem todas as ânsias, a aliviar toda carga de dor e cansaço.
FELLIPE KNOPP
/poesia-artigos/sobre-amor-e-transcendencia-5406106.html
Perfil do Autor
Filho (natural) de William Knopp e Glória da Costa Knopp, e nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 17 de Junho de 1983, o autor pode ser considerado um jovem intelectual de alta produtividade. Graduado em Comunicação social (Jor.), dedica-se à reflexão teórica nas diversas modalidades que compõem a heterogeneidade de sua área de interesse. Tem uma estreita aproximação com os temas e autores que discutem a vida social contemporanea, como Guy Debord, Baudrillard, Adorno, Horkheimer, Lyotard, e também psicanálise estrutural à partir de Lacan. Knopp dedica-se também à Poesia desde a infância (10 ou 11 anos), o que lhe confere uma produção significativa, tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo (mormente), logra estabelecer uma concepção estética própria, mas como resultado de um amadurecimento inetelectual conquanto investido ao fazer poético. Produziu também alguns vídeos sobre questões atuais, como hiperrealidade, simulação, fetichismo, representação e ética, ponto de apoio fundamental às suas exegeses e análises críticas. Fellipe Knopp autoafirma-se um cético-libertário e defende o juízo de que o conhecimento não se restringe fronteiras profissionais ou "ideologistas", nem pode ser cercado de modo nominalista : "Ciência é Razão aplicada, o que se estuda são relações! O que se difere fundamentalmente são os modos de tratamento!", atesta. O autor declara-se heterossexual e ateu.
email(s) do autor: knoppfk@gmail.com; mr.knopp@gmail.com ; knopp.fk@hotmail.com
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
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