Este se pretende um espaço destinado a exposição de produções poético-literárias e crítico-filosóficas.Pretende-se ampliar os horizontes do pensamento e do fazer poético, bem como problematizar deliberadamente suas proposições inerentes, de tal forma palatável e prazeroza para quem produz e para quem lê. O que se verá é mais que uma espécie de "poesia de artesanato".Mas tamBem
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Penumbra sob o sal
sábado, 12 de fevereiro de 2011
/A\ barra dos comuns/
sábado, 29 de janeiro de 2011
/A\ barra dos comuns/
sábado, 11 de dezembro de 2010
A série dos grãos alcalinos
Emoções dispersas
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O núcleo da anti-matéria
domingo, 14 de novembro de 2010
Com-seqüência alfa numênica
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
[Cava-dor do in-finito]
![]() |
| "Ed. Murphy" |
dISPUS ESTE POEMA SIMBOLISTA DE CRUZ E SOUZA, PARA MIM, O MAIOR POETA BRASILEIRO. eSTA BELISSÍMA OBRA TRADUZ DE FORMA EXCELENTE O QUE É A LÓGICA DO DESEJO COMO ELEBORADO PELA PSICANÁLISE, E TAMBÉM SE EXPRESSA COMO SINTOMA A SUA MANEIRA MAIS EMINENTE PARA LACAN.
"cAVADOR DO INFINITO"
CRUZ E SOUSA
De Outro sonho da Razão ou um poemétodo hiPoético-dedubtivo
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Leite-de-magnésio
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Mal-radical
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Comutação subliminar
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Cantos, contos, canetas, e canalhetas
sábado, 9 de outubro de 2010
"Tempo para compreender"
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A nebulosa do fogo
sexta-feira, 11 de junho de 2010
RIO VERMELHO
RIO VERMELHO
Forte denso pulsando dentro
pulsando pulsando querendo dizer
com sede de sangue com sede de sangue com sede de sangue
segue firme
cortando tudo
navalha afiada
os dentes ranger
com sede de sangue com sede de sangue com sede de sangue com sede de sangue
das veias ao hipotálamo
irriga os sentidos
desejo ferinono
ares sombrios
os nervos arder
tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue
do ódio a vingança
do fígado à ira
da febre a caça
e nada mais passa
perdão então graça
perdão para quê?
tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue
nem o freio de cá
com sua autoridade
faz ele parar:
Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
FELLIPE KNOPP,
Ateu
Postado por THEORIKÓNDOXAS
segunda-feira, 17 de maio de 2010
ARTE-PLÁSTICA
pra fazer cirurgia estética
ter de tomar anestesia
o ponto sensível
do moral
melhorar o visual
no sentido radical
não se deve sentir nada
antes do final
a cirurgia acaba
e a anestsia local
passa
e mesmo que contemplado tudo
não sentiu nada
hipersenso do ajuizamento performático
domingo, 16 de maio de 2010
EXPRESSÃO
Em minha poesia
expresso minha angústia e dor
talvez nem seja bom poeta
por não saber bem falar de amor
não penso frases perfeitas
apenas transbordo no papel sentimentos
em forma de poema
que fluem em meu pensamento
as pessoas muitas vezes não compreendem
o que minhas letras querem dizer
se alegria pode ser tristeza
e angústia possa ser prazer
só tenho um [verdadeiro] concorrente
a quem nunca irei odiar
meu concorente sou eu mesmo
a quem devo superar
chegara ao fim de mais uma poesia
seu limite
a conclusão
restaram apenas sentimentos ocultos
atrás de uma expressão
sábado, 15 de maio de 2010
AOS LEITORES
Os leitores de "BOHEMANDO" também podem ler os poemas num sítio alternativo logado em http://www.webartigos.com/authors/12630/FELLIPE-KNOPP. Lá, além de alguns poemas não expostos neste espaço, encontrarão belas epígrafes aos poemas, escritas pelo próprio autor (eu): faço questão sempre de redigí-las em terceira pessoa!
FELLIPE KNOPP
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
LIBRAS"
pois tiverdeis todo tempo
a reparar
mas a vaidade insana vos cegou!
contra vós todo desprezo
vermes asquerozos
não há prazo que dure pra sempre
a lei é a da compensação!
ver-se-á aos milhares
as vísceras de vosas crianças cozendo em seus ventres!
sangue talhado e ácido lácteo
se não se importam com justiça não se indignarão
os vermes não têm princípio
não lamentam seus mortos jamais
nem incoerências
não acham absurdo um paradoxo torpe
serão as tripas de vossos enfantes!
uma fachada revestida de plaquetas
hematophilia
estética de uma Arte grená
não vos preocupeis
jamais a justiça lhes foi uma questão
Importar-se-ão por quê?
hemácias de ópio
de cor condensada
betume que desce
na noite gelada
em banhos de náusea
em rinhos de nada
bezzerros ocos suturados
saturados de fórmica
filhotes-carbonetos
de brancos e pretos
brancos de tão pretos
e pretos
***
já eu tão preto de tão cinza
sem cinzas
veias pardas
***
a miséria entranhará vossas narinas podres
pobres merdas incoerentes!
furúnculos de tuas tetas leprosas
vosso rabo necrosado!
feito vossa cara!
****
Culotes não anistiam calotes
nem calotas de carro
***
Souberam sempre meus motivos
minhas razões
minhas justificações
***
Mas justiça nunca lhes foi questão
logo não farão questão:
vossas crianças se consumirão
***
Consumação em tormentas tenebrosas
a carne em pólvora
apavoradas
apolvoradas!
***
Lembrar-se-ão pra sempre
***
vossas crianças...
vísceras cozidas nos próprios ventres
e nem mesmo saberão o que são ventres
só vísceras
mas já cedo e tarde demais
como vós a justiça
a dança da balança
o eterno-retorno
domingo, 9 de maio de 2010
VÉRTICE
VÉRTICE
justificar teus atos
por mero acaso
Não faças de teus desvios
erro ainda mais crasso
não desgraço!
Não me mostraste
do que não soube por mim
Se a coincidência que me atentou
vos irritou
foi ao ver que eu já estava atento
Não fosse assim
a coincidência não me seria percebida!
Foi percebida
ao atestar minha atenção
até a mínima alteração
Só não há coincidências para histerias e desatenções!
Mas o que se revela na coincidência pode ir mais além
pode até revelar [Outro caso
a repetição sistemática do Sujeito
domingo, 25 de abril de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
LÍVIDO
não espere dádiva
vadia
dia-a-dia
nada me vale
tua vida
valia nada
não divido
não alivio
vá limpar o teu cu
tua carne cortada
não recomporta a minha
nem me reconforta
feche tuas pernas
putinhas pós-modernas!
viadinhos de trapos
em país de lacaios-podres
[seus filhos de putas, suas putas, viados assoviados, tuas tripas pagarão vossos crimes, pobres malandros, elite sodomita de americano, esquerda topeirizada de marxismo de galpão de oficina, artistas de lonacultural, poetas-de-algodão doce, adivinhas com chip no cu, feiticeiros de informação comprada]
nem pobres
nem gorjetas
nem amor
nem patriotismo
de ti só aceito dinheiro!
Ateu
sábado, 27 de fevereiro de 2010
SETECISMO
A William Knopp, meu saudoso pai
Há dias em que a vida parece estranha
Há tempos em que o tempo parece astuto
Há horas em que a vida está de luto
Há vida na vida das pessoas?
Há boas coisas nas coisas boas?
E aqueles que esperam por tantas coisas
Será que não esperam por tanto à-toa?
Nos dias de angústia meu eco ouvi
Minhas carnes tremiam, o pranto engoliMinhas mãos sacudiam, a cor eu perdi
Meu sangue gelava, nas veias senti!
Era medo,
Medo de mais uma vez não ver a saída
De todas as chances estarem perdidas
De todas as forças estarem rendidas
De estar combatendo em uma “luta renhida”
Por mais que soubesse ter qu’ir, num instante
Tive medo, era apavorante
Por mais que soubesse quão era importante
Eu quis passar o cálice adiante
Quem tem a magia da vida eterna que me tire do sofrimento!
O grande poder da magia é o desconhecimento!
O poder que traz alívio está na inocência
E a mágica da magia na falta de ciência
Também participo contigo
Contigo faço comunhão
Também já bebi desse vinho
Também já bebi desse pão
Também já senti as chagas no corpo
O peso que carrego da vida me parece demais
Por que não termino nada sem ficar com a sensação
De deixar tanta coisa pra trás
Feri-me e sangrei com teu sangue
Andei, pois, levado em teus passos
Senti me passarem as estacas
E vi os buracos nos braços
Me envolvi em teu ideal
Agarrei-me aos sonhos que lavras
Talvez a única coisa que ainda me emociona
É ouvir tuas palavras
Assumia sabendo do preço
Sabia o quanto era difícil
Todavia não estava pronto
Pra hora do sacrifício
Sentia o sangue escorrer
Os irmãos pranteavam tal sorte
Sentia a dor do saber
Derramava a alma na morte
Cada palavra falava com lagrimas
Cada verso com sangue escrevia
Por chagas formavam-se as páginas
Dissertava o horror que se via
Prefacio de sua descrença
Prenunciava sua sorte
Por tal decretava a sentença
Da descrença à sentença de morte
Soluçava olhando calcado
Seu destino já sabia
Ninguém mais estava ao seu lado
E o espírito rendia
E o espírito rendia
E o espírito rendia
E a voz ofegava
E o corpo sentia
E as pernas andavam
E as chagas doíam
E o espírito rendia
Ninguém o sabia
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
FLORES AO VENTO
Na distância o pensamento,a dor que há tanto sentia.
Tristeza a não revelar-se,
no coração, então, se esvairia.
Afixionava-se noite e dia,
permeado pela melodia.
O tom grave feria-lhe adentro,
labor e melancolia.
O tempo suas moléstias;
gotas não se precipitam;
marcado a ferro e fogo;
os membros, pois, se lhe agitam.
Temor ao que estava adiante,
a dor que há tanto um problema.
Pulsava veloz e constante,
irresolutível, tal, seu dilema.
Palavras levava consigo,
como pedras afogueadas,
as conhecia como ninguém,
e o vindo e suas ciladas.
A dor, que há tanto, um segredo,
Há muito era medo do nada,
Agora nem nada, nem medo,
Nem dor, nem amor, nem palavras.
PINOTES
Pensas saber sem ver
pensas que não precisa ver pra crer!
saiba não ser sufciente nem mesmo ver
"São Tomé" viu
mas a dúvida persistiu
queria de fato saber
o mais próximo fora tocar
para crer
pensar saber
Mas você afirma coisas que não leu
Aquele o engodou
e você se deu
Introjetou-lhe a mentira pelas costas
você nem viu e creu!
Um salto de burríce!
FELLIPE KNOPP
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Aporão das guarnições
ou a espiral descendente do inferno
Tintila
relva maldita
canareiras empoçadas
é leve o ar que leva o doce às narinas
cólido
enjoativo dos átrios
aos pulmões
zona tórrida do âmago
brotos de vísceras solutas
leve é o doce
ar intempestivo
rubrante
a valsa de morte das estrelas
Stella
Salete
Canaleta
embruscarrada de coágulos sentimentais
mucosa áspera das doutrinas coronárias
abstortas
indiferença visceral
sagrado-sentimento
O ar leve condensou-se-lhes nas narinas:
monções!
sem alusão?
Azulão coagrulaudo
as estrelas zombaram num balé infernal
outrora
cornetas-vagabundas
sinfonia espiral
[esperial?
aporão de caraçocas
vai a moça em teias de aranha
rodando yo-yo
ao olho do furacão
acomete-se de um pranto
sem prato
sem patota
nem patavinas
ou luxúria
Não vem além
não fora
sombras de 1 kg
no mel pneumático
sem solitude alguma
nenhum destroncamento nem ossos de galinhas
se decobriu precocemente todas cínicas
valores
rebarbas de livro morno
o ranger sustenido do silêncio da noite
pedra de cal
num lote baldio
ranger
Cautério translúcido das agonias exacerbadas!
FELLIPE KNOPP
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
SUBIMUNDOS
Bordas camélias
em pano de prato
pratas ocos
ocasião
bordesejo
pratileiras
saco-vazio
insaço
insosso
prateirogenese
pruteiria
pára-prato
SUBMUNDANO
FELLIPE KNOPP
























