versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

terça-feira, 1 de março de 2011

A Folia das proposições


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Reclamas do que fiz
recoberto frente teus olhos
o brilho opaco avessado do que faz
bem diante de teu nariz
longe de tudo nada é demais
ao não reconhecer-se a si mesmo
a desdita ojbetiva que em ti mesmo
lhe apraz
ao ver de fora requerente, em ti
aquilo que você não quis
despautério insano
quem não sabe o que quer
também não sabe o que diz!

FELLIPE KNOPP

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ang.ulação loco-motiva


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Você finge amor
eu falo em reparação
você finge seduzir
ambivalente comoção
puderas pensar ser dor
nos inerstícios de minha expressão
enxerga o que queres
olhando o que não vês,
Ang.ulação
você blefa sentimento
mas quase tudo se perde no tempo
já passou o momento
de eu fingir cair em quase todo fingimento!
Nem mesmo lamento!
(Só me interessa meu provento)

FELLIPE KNOPP



Vultos do calabouço

Lembro-me ainda da ausência da palavra
quando a infâmia me privou o diálogo
quando a mordaça moral fez com que palavras alheias se acumulassem
e como turbilhão se tornassem imagem
caótica repetição densa,
caoisal
ainda lembro quando as aulas na faculdade eram uma das oportunidade de expressão
e ainda assim tentavam tolher-me
lembro-me da alquiverborragia comprimida
que metamorfoseava o logos em representação congelada
idéias em blocos de iceberg, conceito-subtração, sintoma simulado
a ausência da palavra se acumula
absentia do inferno gramatical
chamas de um bombardeio invasivo
de sonidos sem conceito
foram 3 durodouros anos fora outras tantas coisas! absenteístico
a alma que forçadamente encarcerou o verbo: sua forma de não ser-no-mundo
represa de verbo,
o gelo da palavra significa congelamento da imagem
cubos de ícones no coquetel do discurso
imagem sem espelho, espelho tórrido
signos engessados em sintoma abaixo de zero
(enquanto o calor do ambiente transforma a alma num vulcão
o esforço inenarrável da intelecção pôs termo ao caos)
corpo significante vazio que enche a massa mental!
não sei o nome que se dá a àquilo tudo
mas parece tortura


FELLIPE KNOPP,
Ateu


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Penumbra sob o sal





Gostas da brisa e da arrebentação
delírios ao léu nas tormentas do bem
do mar as ondas marotas, da maresia também
ignorando-se que outra tormenta advém
o vento dos presságios nas lembranças que vem
tentando eclipsar o fator evidente, não vendo a quem
para que não se sinta a culpa da culpa que têm!

FELLIPE KNOPP,
Ateu






sábado, 12 de fevereiro de 2011

/A\ barra dos comuns/


sábado, 29 de janeiro de 2011



/A\ barra dos comuns/



Procura-me sempre onde não estou: não há ninguém escondido aqui dentro, mas quase tudo ocultado LA fora! Você não tem consciência?!

Perto agora de lugares por onde nunca andou: estranhos familiares! Esquinas de canto de olho, sustos subcomuns! Perto mora o Estranho, tão comum lá fora onde se esconde, já nas distâncias em que se presume o reconhecer! O temor do mais familiar!




FELLIPE KNOPP

sábado, 11 de dezembro de 2010

A série dos grãos alcalinos



Emoções dispersas
como series significantes
no rastro do vestígio
fizeram-me ainda lembrar
da significância daquelas emoções
agora vestígios...
rastros pueris
como ciscos a arranhar os olhos
que se dispersam dissipando
as lamentações alhures
os sonetos como fogo em relva
lágrimas em estribilho
nenhuma paixão improvisada
nenhuma visão apaixonada agora
grão infertilizado à sombra do escárnio
desregado, desegrado
seco ao árido sem chão
sem chão
sem charque
sem parque
sem arado
ascendente fúrio grano seco não vingou
submerso alcaliniza o ácido da dor
há mais de 3 anos que não faço nenhum poema de amor


FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O núcleo da anti-matéria



Quando as lavas arrancadas à mão
torrenciam o manancial insípido
à elipse da agonia estelar
sidera-se um sustenido pendular
taciturnas noites
de folhas de pedra
o eixo vazio da explosão
revela o magma
à sombra do já não é apenas
uma galáxia violentada
de ermo excedente
que se estende aos confins da infinitude no grau um
arcabouço de cosmorradiotividade
fissão insolene dos presságios em megatons
estrelas derretidas em pratos nús
forjadas em veias de fúria
se alcova ora não
o clangor lamentável
colisão poligonal
patas fendidas e escárnio
a imundar o inestimável;
orbitar em si
aplacar a agonia da calma
nas distâncias à volta
reside agora
um buraco-negro na Alma

FELLIPE KNOPP

domingo, 14 de novembro de 2010

Com-seqüência alfa numênica

Você está em tua casa
prestes a adormecer
ruídos sondam tua convalescência
com o peso da reminiscência
alguém se presta a TV
dispersos como som
ondas de luz
rastros milhonesimais
omitidos
teu tormento em preto e branco
ao avesso
por satélite transmitido
poluído de adereços
endereço trocado
marca-passo rastreado
lastro esvanecido
forçado a ser trapaceado
surge um problema
a amplitude do dilema
na freqüência da reminiscência
na incognita da conseqüência
seqüência alfa numênica
matemática telefenomênica
o sublimador do momento
os olhares do pensamento
a tantos que querem saber
sem mesmo saber por que
já pensa nada mais a fazer
sob a sistemática macrobiônica
de alguéns que te vê

FELLIPE KNOPP




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Auditoria geral

Se acaso o que eu precisar
eu lhes arrancar eu, com a mão
podeis vós notar
como me deveis
não será dívida,
mas dedução
repareis
a equação (?)

FELLIPE KNOPP

sábado, 23 de outubro de 2010

[Cava-dor do in-finito]


"Ed. Murphy"

dISPUS ESTE POEMA SIMBOLISTA DE CRUZ E SOUZA, PARA MIM, O MAIOR POETA BRASILEIRO. eSTA BELISSÍMA OBRA TRADUZ DE FORMA EXCELENTE O QUE É A LÓGICA DO DESEJO COMO ELEBORADO PELA PSICANÁLISE, E TAMBÉM SE EXPRESSA COMO SINTOMA A SUA MANEIRA MAIS EMINENTE PARA LACAN.

"cAVADOR DO INFINITO"

CRUZ E SOUSA

Com a lâmpada do Sonho desce aflito
e sobe aos mundos mais imponderáveis,
vai abafando as queixas implacáveis,
da alma o profundo e soluçado grito.


Ânsias, Desejos, tudo a fogo escrito
sente, em redor, nos astros inefáveis
Cava nas fundas eras insondáveis
o cavador do trágico Infinito.


E quanto mais pelo Infinito cava

mais o Infinito se transforma em lava
e o cavador se perde nas distâncias...


Alto levanta a lâmpada do Sonho,

e com seu vulto pálido e tristonho
cava os abismos das eternas ânsias!
Fonte: www.dominiopublico.gov.br

De Outro sonho da Razão ou um poemétodo hiPoético-dedubtivo

Vão brincando
os homens vão como
deuses em seu coração
personificando o método
se divertindo com a indução
que leva à generalidade
a partir da individuação
ou de uma forma genérica
a interpelar e seduzir
que inclina em seus auspícios
de Razão
uma mente a-tenta a deduzir
alhures como aqui
acolá
mudam os movimentos
para ludibriar
pra que se não possa determinar
como ou quê
em cada instante
rotação sincrônica
com seus fantoches
mudam de modus operandi
como o dúbio da prova
na falseabilidade ou mero achismo
ou "paranóde" iluminado
num iluminismo tardio
querem na verdade
a imagem de um doentio
quando já agora pensam que tudo se recobre
por trás das intenções capciosas
de um poema de rima pobre
malogre!

FELLIPE KNOPP


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Mal-radical



A primeira especialização
do mundo
a especialização do poder
tem essa mais a ver
com perder
do que ter
a especialização da morcelação
do corte
intimamente ligados
seja urânio, faca, ou antimônio
num diabólico trinômio
inteligência, poder e morte
conhecimento
incidir ou deixar levar
ao perecimento
coisa torta-corta
aquilo que no mito jaz à porta
o poder do sangue, da ferida, do corte
todo conhecimento que gera poder em seu mote
é sobre a especialização da morte
é o normal
infernal
o objeto do conhecimento é e sempre foi o mal


FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Comutação subliminar


Comutação subliminar e adequação morfossintática: a intersecção repertorial transindivíduo.
Afrouxa-se o recalque,
abre o input,
elabora-se o estímulo,
que sai no output.
Sai como pode
fiz como pude.
Nada se refina àquele que é rude.
Busca em sua quiquilharia,
o que lhe tenha valia,
para corresponder o mais próximo
do dado qual não sabia;
lhe atravessa à revelia,
o Outro lhe a-parece como magia,
no que não (A)visa:
tem que compatibilizar o verbo
que não se familiariza!

FELLIPE KNOPP


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cantos, contos, canetas, e canalhetas


Não sou político;
não sou ladrão;
não sou funcionário público;
[não tenho colher de chá
não sou marajá;
não sou judiciário;
não sou prevaricário;
tudo aquilo que aqui se viu
foi aquilo que este que vos escreve produziu
sozinho, Viu!
não sou babaca
nem vil!
nunca ninguém me deu nada
vamos acabar com essa palhaçada
(não me useis em vossa trambicada
de publicidade falsa e malgrada)
nem relógio trabalha de graça
não sou parasitário
e nem caio em conto de vigário
(não sou otário)
Até breve
estou no meu horário
já que nunca recebo nada vindo do erário
(nem vicgário)

FELLIPE KNOPP

sábado, 9 de outubro de 2010

"Tempo para compreender"

"Deixe que os seus julgamentos tenham a sua evolução natural, silenciosa. Não se oponha a esta evolução que, como todo o aperfeiçoamento, deve vir do âmago do seu ser e não pode suportar nem coação nem pressa (...) É necessário deixar cada impressão, cada germe de sentimento, amadurecer em si, na treva, no inexprimível (...) Ao simples fiéis, a Arte exige tanto como aos criadores"

(R. M. Rilke: Cartas a um jovem poeta, III).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Farolas e bordéis

Sonho de uma madrugada [?
passada
em claro
faróis psicológicos
passados a limpo
passando a limo
do limbo ao rizoma
é hora de acordar?
sem dormir
com dormência
sem acordo
ou acorde
vou tomar um café:
em qualquer padaria deste país                        


se paga o sonho com o real





FELLIPE KNOPP


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A nebulosa do fogo

negros olhos
ulha seca
em fundo preto
contraste-nebulosa
descifrada
em preto-e-negra
e escuro
fumaça sangrenta da inquietude
pulverização
de moléculas de estigmas
pó de basalto
pétalas de sussurro
ou as trens e poupas da madrugada
haurida ventilação
lançados aos ares
os poros vertiginosos
entupidos de neblina condensada:
são as lágrimas de um vulcão!
enquanto a carne do chão dorme

FELLIPE KNOPP


sexta-feira, 11 de junho de 2010

RIO VERMELHO

sexta-feira, 11 de junho de 2010


RIO VERMELHO


Forte denso pulsando dentro
pulsando pulsando querendo dizer
com sede de sangue com sede de sangue com sede de sangue
segue firme
cortando tudo
navalha afiada
os dentes ranger
com sede de sangue com sede de sangue com sede de sangue com sede de sangue
das veias ao hipotálamo
irriga os sentidos
desejo ferinono
ares sombrios
os nervos arder
tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue
do ódio a vingança
do fígado à ira
da febre a caça
e nada mais passa
perdão então graça
perdão para quê?

tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue tem sede de sangue
nem o freio de cá
com sua autoridade
faz ele parar:
Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
FELLIPE KNOPP,
Ateu

Postado por THEORIKÓNDOXAS

segunda-feira, 17 de maio de 2010

ARTE-PLÁSTICA

Que ironia
pra fazer cirurgia estética
ter de tomar anestesia
o ponto sensível
do moral
melhorar o visual
no sentido radical
não se deve sentir nada
antes do final
a cirurgia acaba
e a anestsia local
passa
e mesmo que contemplado tudo
não sentiu nada
hipersenso do ajuizamento performático

FELLIPE KNOPP

domingo, 16 de maio de 2010

EXPRESSÃO

Este é um poema selecionado pelo autor de sua primeira fase, infância de sua poesia. Nele (poema) as questões radicais do Sujeito se elaboram de modo a ganhar sua forma de expressão propriamente poética: transformar o enigma em manifestação estética. Enigma do Homem, do Sujeito, enigma este que se confunde com sua própria formação, logo, sem solução definitiva! O Poeta não deixa de ser uma espécie de Édipo, aquele que reconhece que é ele mesmo sua própria esfinge! "Decifra-te ou te devoras". Produzido em 1994, quando o autor tinha ainda 11 anos de idade, um dos raros poemas dessa fase que vem brindar os leitores (também um dos poucos que o poeta recita de cor). É um poema ainda imaturo, verdade é, mas cosidere-se a tenra idade do jovem autor, ainda um menino engatinhando e tropeçando nas pernas das letras. Entretanto é extremamente precoce ao se admitir o que há de significativo na história da literatura para poetas dessa faixa etária, sobretudo na atualidade. Aprecieis.




1994


Em minha poesia


expresso minha angústia e dor


talvez nem seja bom poeta


por não saber bem falar de amor


não penso frases perfeitas


apenas transbordo no papel sentimentos


em forma de poema


que fluem em meu pensamento


as pessoas muitas vezes não compreendem


o que minhas letras querem dizer


se alegria pode ser tristeza


e angústia possa ser prazer


só tenho um [verdadeiro] concorrente


a quem nunca irei odiar


meu concorente sou eu mesmo


a quem devo superar


chegara ao fim de mais uma poesia


seu limite


a conclusão


restaram apenas sentimentos ocultos


atrás de uma expressão




FELLIPE KNOPP

sábado, 15 de maio de 2010

AOS LEITORES

Os leitores de "BOHEMANDO" também podem ler os poemas num sítio alternativo logado em http://www.webartigos.com/authors/12630/FELLIPE-KNOPP. Lá, além de alguns poemas não expostos neste espaço, encontrarão belas epígrafes aos poemas, escritas pelo próprio autor (eu): faço questão sempre de redigí-las em terceira pessoa!

FELLIPE KNOPP

quarta-feira, 12 de maio de 2010

CERDOMECHANISMUS

Você
que nada entende
atolado em vil crença
[se atente
bicho também sente
só não pensa!





FELLIPE KNOPP

terça-feira, 11 de maio de 2010

LIBRAS"

Não lamenteis
pois tiverdeis todo tempo
a reparar
mas a vaidade insana vos cegou!
contra vós todo desprezo
vermes asquerozos
não há prazo que dure pra sempre
a lei é a da compensação!
ver-se-á aos milhares
as vísceras de vosas crianças cozendo em seus ventres!
sangue talhado e ácido lácteo
se não se importam com justiça não se indignarão
os vermes não têm princípio
não lamentam seus mortos jamais
nem incoerências
não acham absurdo um paradoxo torpe
serão as tripas de vossos enfantes!
uma fachada revestida de plaquetas
hematophilia
estética de uma Arte grená
não vos preocupeis
jamais a justiça lhes foi uma questão
Importar-se-ão por quê?
hemácias de ópio
de cor condensada
betume que desce
na noite gelada
em banhos de náusea
em rinhos de nada
bezzerros ocos suturados
saturados de fórmica
filhotes-carbonetos
de brancos e pretos
brancos de tão pretos
e pretos
***
já eu tão preto de tão cinza
sem cinzas
veias pardas
***
a miséria entranhará vossas narinas podres
pobres merdas incoerentes!
furúnculos de tuas tetas leprosas
vosso rabo necrosado!
feito vossa cara!
****
Culotes não anistiam calotes
nem calotas de carro
***
Souberam sempre meus motivos
minhas razões
minhas justificações
***
Mas justiça nunca lhes foi questão
logo não farão questão:
vossas crianças se consumirão
***
Consumação em tormentas tenebrosas
a carne em pólvora
apavoradas
apolvoradas!
***
Lembrar-se-ão pra sempre
***
vossas crianças...
vísceras cozidas nos próprios ventres
e nem mesmo saberão o que são ventres
só vísceras
mas já cedo e tarde demais
como vós a justiça
a dança da balança
o eterno-retorno
FELLIPE KNOPP,
Ateu

domingo, 9 de maio de 2010

VÉRTICE

quinta-feira, 22 de abril de 2010

VÉRTICE

Não faça caso

justificar teus atos

por mero acaso

Não faças de teus desvios

erro ainda mais crasso

não desgraço!

Não me mostraste

do que não soube por mim

Se a coincidência que me atentou

vos irritou

foi ao ver que eu já estava atento

Não fosse assim

a coincidência não me seria percebida!

Foi percebida

ao atestar minha atenção

até a mínima alteração

Só não há coincidências para histerias e desatenções!

Mas o que se revela na coincidência pode ir mais além

pode até revelar [Outro caso

a repetição sistemática do Sujeito

FELLIPE KNOPP,

Ateu





domingo, 25 de abril de 2010

Devotação

Covardes de manada
não me dizem nada
chantagem de bando
me diz tanto quanto
outra coisa aventando
cada coisa em seu canto
não sigo a vida cantando
mas sigo andando



FELLIPE KNOPP

ORAS TRANSBORDADAS


Já é excessivamente tarde;
não vou fingir que é cedo;
você derramou o tempo;
o qual teve inteiro;
soma exorbitante;
disperdiçara vezes;
escarro ao escasso;
nem raridade;
pi-pi-pi-pi-pi-pi-pi

FELLIPE KNOPP

quinta-feira, 11 de março de 2010

LÍVIDO

Tua dívida
não espere dádiva
vadia
dia-a-dia
nada me vale
tua vida
valia nada
não divido
não alivio
vá limpar o teu cu
tua carne cortada
não recomporta a minha
nem me reconforta
feche tuas pernas
putinhas pós-modernas!
viadinhos de trapos
em país de lacaios-podres
[seus filhos de putas, suas putas, viados assoviados, tuas tripas pagarão vossos crimes, pobres malandros, elite sodomita de americano, esquerda topeirizada de marxismo de galpão de oficina, artistas de lonacultural, poetas-de-algodão doce, adivinhas com chip no cu, feiticeiros de informação comprada]
nem pobres
nem gorjetas
nem amor
nem patriotismo
de ti só aceito dinheiro!


FELLIPE KNOPP,
Ateu