versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

http://theorikondoxas.blogspot.com/

DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

domingo, 3 de julho de 2011

Galhofa, galeto, e gafanhotos


terça-feira, 21 de junho de 2011

Galhofa, galeto, e gafanhotos

Não me confunda com tuas presunções
com as porras de teus cafetões
vagabundas de beira de praia
não integro à tua corja
nem me incluo em tua laia
de chagas na fenda
lazarentas lacaias
feriado clichê em cabo frio
e teus vadios metidos a brabos
com o cabo mole no teu rabo
poucas mazelas saem quando se escarra
segura a barra
não me usurpeis para conseguir
o que não alcanceis na farra
da qual não vos canseis
penseis vós que eu não sei?
Não aturo de graça desaforo
de nenhuma cretina de porco
no meu quintal ratazana não caga
pois agora paga!
choldra de rato e de vaca!

FELLIPE KNOPP

http://vocaroo.com/?media=vTx4Vx0ozjRP473Zg (audio)

Gueto do rato


sexta-feira, 10 de junho de 2011


Gueto do rato

Rio de rato malandro
da balbúrdia e seu antro
sirigaita em cava espanto
cada cifra em cada quanto

Rio de água podre
rompe o pus de teu odre
tua horda vil e torpe
lambe cria o que escorre do coldre

Rio a cada pilantro
tuas pilas de malandro
sua pira arreganhando
Rio rio enquanto ando

Rio da palhaçada
de sem graça sua bravata
de cambada em cambada
tua rama e tua cachaça

Rio de aguardente
boca mole e podres dentes
bunda suja de demente
de porco devedor a delinquente 
Rio de tua gente
tuas pestes de ratos doentes
tuas dívidas de indolentes
tuas putas insolentes
o ego retardado de sua ilha
no rabo de tuas mulher e filhas
(Rio, não rio)
não paga o que consome
e ainda caga no prato que come
e come
e some
se distrai
subtrai 
não soma 
coma
Toma!
Não estou feito tua atoa 
No ânus de tua patroa
e ti seu moribundo
Não recebo ordem de vagabundo
de cérebro aleijão e raciocínio coxo
vermes sem caráter e de rabo frouxo

FELLIPE KNOPP



domingo, 29 de maio de 2011

Desfarsar

quinta-feira, 26 de maio de 2011
Vê-me não sabe a quem
não sabe bem o que vem
vê o que não sabe se bem
às trocas perdidas medida de alguém


Não cobro o que não me foi tirado
recobra-te a ti mesma o que lhe foi mostrado
mostra de ti ao que lhe apresentado
mostra-se a si só mesmo recobrado


Não vejo-a mais do que a mais ninguém
de tudo nada que nos vale o preço
mal não me deste ou me fizeste bem
nada lhe cobro e nada lhe ofereço
não perder nem ganhar mais do que mereço

FELLIPE KNOPP

terça-feira, 24 de maio de 2011

Aduberância

Ao falso luxo de tua torpe era
furta-cor o brilho opaco não pondera
lúgubre momento não assim quisera
outrossim se faz se como pois pudera


Ao excremento a erva insistir brotar
entre vermes inermes a chacalizar
faz-se ver vis dádivas podre ameba a dar
dívidas insolentes quem não presta a honrar


À malquista boca tua língua faz
tua íngua suja à tua boca apraz
apraz sujo o verme têmpora fugaz
ao copro de tua boca cujo verme jaz


Tem-se já o augúrio caucitrante flor
de imundícia pétela murcha ao ardor
corismando areia sem largar torpor
jaz junto ao adubo sobre qual brotou


O adubo à carne de tua carne recobrou
corpo inerme e fétido que se deplorou
se deflora ao copro em ti desabrochou
o verme deplorável que te deflorou


Repõe-se agora à terra sua vingança sagaz
cuja saga ímpeta o corpo se desfaz
o odor do copro à teu corpo mordaz
o adubo de teu copro onde o verme se refaz
Onde se refaz teu copro junto aos vermes teu corpo jaz
ao corpo da terra cujo copro lhe apraz
Copro, verme e teu corpo adubando o que é fugaz

FELLIPE KNOP

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Poema para qualquer coisa

Regurgito a ânsia famígera
a cada imagem delimito
ignolência da poeira mísera
desaforar-se tal maneira em cada passagem


Da lama muita ao muito pouco cada fiasco
a dose do veneno em cada frasco
circula o impulso à tua alma o pífio
dá má conduta a despender-se em vício
a cada um presto a cuspir meu asco
à calma de meu semblante nem sempre sereno.

FELLIPE KNOPP

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cal rarefeito


Traz-se no violão ao bojo
aos auspícios do desgosto
ar esquélito sem despojo
subsume-se em desditoso posto

Ar rarefeito
calefeito e despautério
de teu corpo em adultério
sem demais efeito
infletir-se estar perfeito
meu coração que todo cautério

cáustico violento
estendendo o momento
borbulhos em fantasia
corporífica ironia
vapor de lamento

o odor se mantinha
além de assombros e ladainhas
turbilhão que se continha
em fulgor de sentimento
pulsão em monumento

acenos consentidos
do oasis pretendido
no areal do suor perdido
absurdo em construção

obraria das esquisitícies contrastantes
perspectiva planométrica do caos

FELLIPE KNOPP

domingo, 3 de abril de 2011

Voceferar


Quem você 
meu crepúsculo a sombrar
foges do fim
aos auspícios em escutar
mesmo ruim
sem motivo parece zombar
vem a mim

Nos mesmos becos do poeta
profanando a cansoneta
às tábuas de verso raso
pintado à caneta
o capuz ao teu arraso
ao que não cometa
sofreguidão de luxúria 
[jaz com elegância
minha punheta

Elegia e elegância
baila de infância
revivida no coração
beligerância
em suave defloração
com incumbência?
Já que rima se estende agora
tua tendência
elegia arqu'elegância
minha elegência

Esmigalho em brasa o peito
toda veemência
alquebrar-se teu som ao leito
sem ter clemência
cotejar tua pele em lava
sal e ardência
o meu corpo a teu corpo escava
com virulência

Se conhece dos bramidos sinuosos
par a par o que se quis
versejando em desejos ditosos
quem você não me diz

FELLIPE KNOPP

terça-feira, 29 de março de 2011

Rapsódia ao meio-dia


Se vais partir
não posso impedir
não o faria ainda que pudesse
não deveria ainda que quisesse.
Rasga-se o véu da noite
sempre que a lua desce
Brota a luz do solo
pois que a aurora se reconhece
dos raios que queimam a pele
e ao rosto interpele
quando o Sol amanhece.

Devaneios da madrugada além do alvorecer
pendor das emoções vitrificadas derramando-se em você
vitrificadas em moldes polidos a que se pode ver
vendo e se queimando em seu cautério e sem por quê

Arde a couraça de pedra
se talvez sentir sim
à tua dispensa medra
a dispensar teu cuidado assim
vi-me tanto em você
quanto podes ver em mim

Mais um segundo
mais um cuidado
mais uma saudade

Mais um cigarro
um pigarro
uma conversa
uma controversa

Mais um signo pra que se arrependa da ilusão 
que nunca se engana!
À fantasia a encarnar-se naquela semana


FELLIPE KNOPP

segunda-feira, 28 de março de 2011

NÃO É TAMBÉM UM SEPULCRO?


Duplicar uma imagem não é reproduzir uma alma
não repetiria minha vida
como não substituíria cada perda pelo mesmo
cada perda é tão singular como cada ente
cada perda é tão diferente a cada vez que se sente
a mesma que se difere em cada repetição
à cada perda só pode haver Outra.
Não me importo muito -
imagino cada imaginação que penetra o recôndito das mentes
cada luxuria e cada sentimento mesquinho
e não me assusto embora me irrite às vezes!
Não perco mais do que tenho:
Minha vida se perde enquanto vivo
morrendo e me perdendo a cada vez que repito
Sou eu mesmo que me encontro, vivo

FELLIPE KNOPP

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sondineta de vênus

Não se meta em minha vida
não vou adaptar meus gostos em função dos teus
como junta conversível
de um esquema incompreensível
sacrificar-me a teus caprichos, antes os meus
caprichos por conta
não conta aquém
sacrifícios por caprichos
faço até uma ponta
a quem me faça bem
não faço pra quem queira
antes de perder a conta
do cinismo que afronta
entre tantas quimeiras
de sombras sorrateiras
vejo despontar alguém:
meu bem vê o que e à quem
pra não se perder no vazio
em fretas de riso mesquinho - 
se equivale a voltar-se a ninguém.
Do despojo que aqui se tem
inclinando-se ir mais além
por vontade de alguém pra alguém
se equipara a ser-também
Meu bem

FELLIPE KNOPP,
Ateu

terça-feira, 15 de março de 2011

Ilustração indefinível


Eu sou
um pouco singular
no todo peculiar
as vezes insular
também a dialogar
aquele que as vezes fica
e por ora sai
um pouco minha mãe e um pouco meu pai
quase tudo é vão
em esquecer de mencionar
que sou também um pouco meus irmãos
mesmo com a diferença de anos
as vezes sei ser não apenas simpático
mas tacanho
sou um pouco tudo aquilo que conheço
como também estranho
x da mãe, y do pai
sou este que está agora
feito também do que ficou pra trás
sou eu na medida certa
mesmo com o que é demais

FELLIPE KNOPP





terça-feira, 1 de março de 2011

A Folia das proposições


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Reclamas do que fiz
recoberto frente teus olhos
o brilho opaco avessado do que faz
bem diante de teu nariz
longe de tudo nada é demais
ao não reconhecer-se a si mesmo
a desdita ojbetiva que em ti mesmo
lhe apraz
ao ver de fora requerente, em ti
aquilo que você não quis
despautério insano
quem não sabe o que quer
também não sabe o que diz!

FELLIPE KNOPP

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ang.ulação loco-motiva


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Você finge amor
eu falo em reparação
você finge seduzir
ambivalente comoção
puderas pensar ser dor
nos inerstícios de minha expressão
enxerga o que queres
olhando o que não vês,
Ang.ulação
você blefa sentimento
mas quase tudo se perde no tempo
já passou o momento
de eu fingir cair em quase todo fingimento!
Nem mesmo lamento!
(Só me interessa meu provento)

FELLIPE KNOPP



Vultos do calabouço

Lembro-me ainda da ausência da palavra
quando a infâmia me privou o diálogo
quando a mordaça moral fez com que palavras alheias se acumulassem
e como turbilhão se tornassem imagem
caótica repetição densa,
caoisal
ainda lembro quando as aulas na faculdade eram uma das oportunidade de expressão
e ainda assim tentavam tolher-me
lembro-me da alquiverborragia comprimida
que metamorfoseava o logos em representação congelada
idéias em blocos de iceberg, conceito-subtração, sintoma simulado
a ausência da palavra se acumula
absentia do inferno gramatical
chamas de um bombardeio invasivo
de sonidos sem conceito
foram 3 durodouros anos fora outras tantas coisas! absenteístico
a alma que forçadamente encarcerou o verbo: sua forma de não ser-no-mundo
represa de verbo,
o gelo da palavra significa congelamento da imagem
cubos de ícones no coquetel do discurso
imagem sem espelho, espelho tórrido
signos engessados em sintoma abaixo de zero
(enquanto o calor do ambiente transforma a alma num vulcão
o esforço inenarrável da intelecção pôs termo ao caos)
corpo significante vazio que enche a massa mental!
não sei o nome que se dá a àquilo tudo
mas parece tortura


FELLIPE KNOPP,
Ateu


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Penumbra sob o sal





Gostas da brisa e da arrebentação
delírios ao léu nas tormentas do bem
do mar as ondas marotas, da maresia também
ignorando-se que outra tormenta advém
o vento dos presságios nas lembranças que vem
tentando eclipsar o fator evidente, não vendo a quem
para que não se sinta a culpa da culpa que têm!

FELLIPE KNOPP,
Ateu






sábado, 12 de fevereiro de 2011

/A\ barra dos comuns/


sábado, 29 de janeiro de 2011



/A\ barra dos comuns/



Procura-me sempre onde não estou: não há ninguém escondido aqui dentro, mas quase tudo ocultado LA fora! Você não tem consciência?!

Perto agora de lugares por onde nunca andou: estranhos familiares! Esquinas de canto de olho, sustos subcomuns! Perto mora o Estranho, tão comum lá fora onde se esconde, já nas distâncias em que se presume o reconhecer! O temor do mais familiar!




FELLIPE KNOPP

sábado, 11 de dezembro de 2010

A série dos grãos alcalinos



Emoções dispersas
como series significantes
no rastro do vestígio
fizeram-me ainda lembrar
da significância daquelas emoções
agora vestígios...
rastros pueris
como ciscos a arranhar os olhos
que se dispersam dissipando
as lamentações alhures
os sonetos como fogo em relva
lágrimas em estribilho
nenhuma paixão improvisada
nenhuma visão apaixonada agora
grão infertilizado à sombra do escárnio
desregado, desegrado
seco ao árido sem chão
sem chão
sem charque
sem parque
sem arado
ascendente fúrio grano seco não vingou
submerso alcaliniza o ácido da dor
há mais de 3 anos que não faço nenhum poema de amor


FELLIPE KNOPP

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O núcleo da anti-matéria



Quando as lavas arrancadas à mão
torrenciam o manancial insípido
à elipse da agonia estelar
sidera-se um sustenido pendular
taciturnas noites
de folhas de pedra
o eixo vazio da explosão
revela o magma
à sombra do já não é apenas
uma galáxia violentada
de ermo excedente
que se estende aos confins da infinitude no grau um
arcabouço de cosmorradiotividade
fissão insolene dos presságios em megatons
estrelas derretidas em pratos nús
forjadas em veias de fúria
se alcova ora não
o clangor lamentável
colisão poligonal
patas fendidas e escárnio
a imundar o inestimável;
orbitar em si
aplacar a agonia da calma
nas distâncias à volta
reside agora
um buraco-negro na Alma

FELLIPE KNOPP

domingo, 14 de novembro de 2010

Com-seqüência alfa numênica

Você está em tua casa
prestes a adormecer
ruídos sondam tua convalescência
com o peso da reminiscência
alguém se presta a TV
dispersos como som
ondas de luz
rastros milhonesimais
omitidos
teu tormento em preto e branco
ao avesso
por satélite transmitido
poluído de adereços
endereço trocado
marca-passo rastreado
lastro esvanecido
forçado a ser trapaceado
surge um problema
a amplitude do dilema
na freqüência da reminiscência
na incognita da conseqüência
seqüência alfa numênica
matemática telefenomênica
o sublimador do momento
os olhares do pensamento
a tantos que querem saber
sem mesmo saber por que
já pensa nada mais a fazer
sob a sistemática macrobiônica
de alguéns que te vê

FELLIPE KNOPP