versatilidade polimorfológica

VERSATILIDADE POLIMORFOLÓGICA

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DECIFRA-TE ouTE DEVORAS!
ou dê-cifra-te /ou te-dê-voraz




POESIA sem concessões; ARTISTA autônomo; MÉRITOS sem contrafação ; PRESTÍGIO sem adulações.
O blog que a inveja não deixa ver : seu espaço ultra-seleto! Para pessoas realmente inteligentes, para uma recepção Verdadeiramente Vanguardista!

terça-feira, 13 de maio de 2008



10-09-02

Ode aos Knopp


Em especial a William Knopp, meu saudoso Pai, e a meu avô, Ivo Knopp


Em terra desolada,
de riquezas escassas,
criou sua história,
vingou sua casa.

Crescera estoicamente
em terra desolada,
de um cinza celeste,
de várzea gelada,

Noites infindas;
tardes sombrias;
Lua de neve;
opaca alegria;

Inverno a cortar-lhe os lábios;
o vento a ferir-lhe os olhos;
em fria jornada,
espinhos e abrolhos.

Crescera entre as pedras,
Botão da Flor Teutônica.
Surpreendeste a desgraça,
te olhou catatônica.

Suprimiu tua dor
e o pranto de tua cria,
em dias sem nada,
em noites tão frias.

Resistindo e lutando
por dias felizes.
Em terra desolada
fincou suas raízes.

Resistiu dentre pedras,
dentre lobos ferozes,
dentre garras afoitas,
dentre lanças velozes.

Vingará o grão regado
com as lágrimas de tuas crianças.
Germina germano,
germana a esperança.


FELLIPE KNOPP

segunda-feira, 12 de maio de 2008

03-10-05


AMOR-FATAL



"Sei que adiante um dia vou morrer: de susto, de bala ou vício..." 

(Caetano Veloso)



A vida é um “tumor maligno”
De dez centímetros de diâmetro
No meio do intestino
Lacera sem parâmetro
Todo organismo
E nenhum segundo a mais...
Pontual, sem atraso
Nódoa-Fatal
Rasgando todos os vasos ]
Ah! A Vida mata em longo prazo!


FELLIPE KNOPP
14-05-03

CAPITULARES



Vi aqueles homens de gravata,
sorriam e bebiam, como no Olimpo.
De cara suja, mas terno limpo,
esperavam a hora exata.
Quem são aqueles homens que se chamam Zeus,
que temem mais a mão do mercado do que a mão de Deus?
Quem são eles que decidem a vida dos outros, que se acham acima de todos?
Anunciai ao povo que o reino está em franca expansão,
não haverá tolerância pra qualquer dissolução, nem heresia, nem dissensão,
as Capitulares já estão promulgadas, anunciai à população!
Agora somos livres, podemos ir embora para qualquer lado, para qualquer condado!
Mas quem ficar vai ter de trabalhar dobrado e pelo mesmo pago!
Contudo somos livres, foi o conde quem disse!
Se ficarmos temos de obedecer, mas somos livres, o barão disse!
Nem dissensões, nem heresia, o rei dizia.
Sim ele disse, mas quem pensou tudo foi o “missi dominici”.
Quem são aqueles homens que vivem ali sentados,
que largaram as leis de Deus pra guardarem as leis de mercado?
Leis de Deus, leis de mercado, mercado de almas, decreto assinado.
Um passo em falso e as leis são aplicadas, e Deus é implacável, sua lei intolerável!
Nada pode dar errado, tudo tem de ser muito bem pensado!
Queimemos incenso, façamos uns holocaustos
à Deus, mercado!
Tudo estará pronto até que a trombeta soe
e que a mão invisível de Deus nos abençoe.


FELLIPE KNOPP
27-09-05

ARTE-INIMIGA
Da série Memórias Estéticas]

Ao Prof. Sady Bianchin

Arque inimiga
Minha própria Arte
Melhor do que morrer de solidão
É morrer de enfarte
Enfarte minha Arte!
Que me ama e que me bate
Antes me açoite do que me mate
Arque-Inimiga Arte
Arte inimiga-arque
Fumando cachimbo e ouvindo Chico Buarque
Arte que vem da vida, de Marte
Antes me assombre do que me mate
Melhor do que morrer de cinzas
É morrer de Arte

FELLIPE KNOPP
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