O breu está na rua,
na alma e na lama

em volta da mala
onde está a alma
enlamiada
enlAlmiada
a cegueira a tudo alcança: nada quer ver
Libra deturpada
ascese de bacanas
pseudoascese
pseudobacanas
sou jovem e tenho calos
insensíveis
Calos são cicatrizes amalgamadas
Não tenteis sensibilizá-los
Já foram feridas cruas algum dia !
Já foram Nervo-exposto ao breu clangoroso do Sol
Foram teus velhos indolentes em si mesmos: não é minha culpa!
ascético é meu calo!
Nervos austeros
Já tive fome de adulto
Sendo menino recebi comida de criancinha
aprendi a cozer! uma papa inchada de meu voraz estômago!
Serão sempre tuas crianças infantes: não é culpa minha
vosso espelho
jamais viram o deserto
minha couraça é a própria pele que curti
não m'ambicioneis !
das flores não tive o tempo
de vossos ingênuos diários de normalismo Secundário
Teus 20 anos foram aos meus 11
nababesca-insolência de vossa cobiça sordida!
Eldoro-de-tolo
Não vos sou indulgente !
se vossas futilidades vos consumiram todo tempo útil
O meu não consumirão
porque estive alerta o tempo todo
desde moleque!
adormecerdes em berço-esplêndido
e agora alcovam ratos
brincaram sempre sem porvir
Vermes de madrugada!
Multidões de Covardes!
Jamais souberam a autoinvestigação
sem anistia!
tem a balança de se equiparar!
FELLIPE KNOPP













